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Em uma semana de inúmeros casos de violência não teve como pensar em outro assunto. Onde estamos errando?

A Cultura de Paz está intrinsecamente relacionada à prevenção e à resolução não-violenta dos conflitos. É uma cultura baseada em tolerância, solidariedade e compartilhamento em base cotidiana, uma cultura que respeita todos os direitos individuais – o princípio do pluralismo, que assegura e sustenta a liberdade de opinião – e que se empenha em prevenir conflitos resolvendo-os em suas fontes, que englobam novas ameaças não-militares para a paz e para a segurança como exclusão, pobreza extrema e degradação ambiental. A Cultura de Paz procura resolver os problemas por meio do diálogo, da negociação e da mediação, deforma a tornar a guerra e a violência inviáveis. (Fonte: Comitê da Cultura de Paz)

Quando estamos falando em cultura, estamos pensando como as pessoas pensam, agem e se relacionam. Uma cultura local expressa à forma de relação da comunidade com os outros e consigo mesma, então escrever no blog em uma semana que diariamente vivemos a crise da segurança no país, no estado e em nossa cidade, refletir sobre a violência e a criminalidade é algo que não temos como fugir.

Nos últimos dias, desde a minha última postagem, foram somente noticiado pelo O Alvoradense mais de seis casos de violência, isto não pensando em outros meios de comunicação, isto não pensando nos casos que não foram divulgados, isto não pensando nos casos que nem chegaram a ser registrados.

Estamos vivendo um momento em que a criminalidade e a sensação de impunidade estão mais elevadas do que podemos suportar.

Realmente não sou nenhum analista político, econômico ou muito menos cientista social, porém além de agente cultural, sou cidadã e vivo diariamente cada segundo da cidade, e vivo o que cada um tem sentido no seu dia a dia.

Chegamos em um ponto que no período de um mês o registro 13 assassinatos, ou melhor, execuções não podem ser consideradas como algo dentro da normalidade. Seja quem foi a vitima dos disparos, a criminalidade vem algum tempo crescendo, e o que assusta é a normalidade como têm sido tratados, fotos expostas pelas redes, morbidades, discursos de ódio e terror.

Sim estamos em um tempo que a sensação de impunidade tomou conta, tão natural que faz achar que não importa horário, situação, forma posso agir como bem entender.

Aqueles que cumprem a lei acabam por desacreditar na justiça, e o que podemos notar é esse crescente da insegurança, mesmo alguns tentando negar, sim estamos no caos.

Porém a minha preocupação está como o cidadão tem reagido em relação a toda essa informação, a naturalidade de ver pessoas mortas, a disseminação de discurso de ódio tem sido comum nas redes, e eu aqui fico pensando: como as crianças, que sabemos tem acesso às redes, estão se relacionando com essa nossa atual realidade. Não falo em esconder a situação, mas falo do medo de isso passar a tornar se comum. “Picar em pedaços” alguém passe a ser normal pena de morte e ações mais violentas possam ser aceitas por qualquer um, e uma sociedade sem juiz, regras, leis, normas, é como se fosse pior que no tempo das cavernas, pois até naquela época existia regras implícitas. Resumo mais que retrocesso.

Acredito que está sendo feito até o momento não está mostrando solução, então enquanto não mudarmos o modo de agir e enfrentar a situação, o problema será sempre latente, pronto a qualquer hora para gritar conosco o quanto temos que repensar todos os nossos aspectos sociais, seja pela cultura, seja pela educação, seja pela segurança pública.

E as perguntas que ficam: como resgatar o diálogo? Como garantir o respeito de cada um? Como tornar a violência inviável? Como buscar uma Cultura de Paz nos dias de hoje?

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