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Polícia|4 de novembro de 2013 | 8h39

Polícia desarticula quadrilha que revendia carros roubados em anúncios de jornal

Líder do grupo é detento do Presídio Central, preso em Alvorada em setembro

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Grupo fazia a decodificação dos carros roubados para poder revendê-los | Foto: PCRS/OA

Grupo fazia a decodificação dos carros roubados para poder revendê-los | Foto: PCRS/OA

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta segunda-feira (4) uma operação para desarticular uma quadrilha que roubava carros e depois revendia por meio de anúncios em jornais em Porto Alegre e região Metropolitana.

A ofensiva, batizada de Anúncio, cumpre 32 mandados de busca e 21 de prisão. A ação ocorre em Alvorada, Canoas, Esteio, Sapucaia, Viamão e na Capital e, até o momento, 14 pessoas já foram presas, sete delas mulheres.

Segundo a polícia, o líder do grupo foi preso em setembro deste ano em Alvorada após matar um antigo sócio. Ele comandava o esquema de venda de carros roubados de dentro do Presídio Central e tem como sócia a atual mulher, já presa nesta manhã pela polícia.

Ela morava em uma casa luxuosa em Alvorada, com banheira de hidromassagem e porta codificada. Também em Alvorada funcionava o desmanche da quadrilha, que possuía equipes diferentes para cada etapa do processo: roubo, clonagem, anúncio e revenda.

A investigação, que durou sete meses, indicou que os suspeitos adulteravam o sinal identificador do carro, além de praticar estelionato e formação de quadrilha. A ação é coordenada pelos delegados Juliano Ferreira e Arthur Raldi, ambos da Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O grupo conseguia revender até 10 carros por mês. Na maioria dos casos as vítimas faziam depósitos em contas de laranjas antes do veículo passar pela vistoria do Detran. O dinheiro era então sacado, o que gerava um prejuízo médio de R$ 10 a 20 mil para cada vítima.

Os veículos eram anunciados por valores abaixo do mercado e a negociação, comandada por um casal, acontecia via telefone. Outras seis pessoas são suspeitas de vender as contas bancárias para a quadrilha para que fossem utilizadas como laranjas.

Fonte: O Alvoradense / Com informações do Correio do Povo e Rádio Gaúcha

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