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O soneto de Pandora
7 de Novembro
16h30min
Praça de Autógrafos
Autor: José Couto
Editora: Penalux

O soneto de Pandora estará disponível para venda nas bancas 47, 39 e 83 da Livraria Mania de Ler e na banca dos livros para Autógrafos à partir do dia 1º/11.

Confira no link a programação http://www.feiradolivro-poa.com.br/autografos/07-11/



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Foto da artista plástica Luiza Maciel Nogueira

Cogito

para o Mestre Luiz Alexandre Cruz Ferreira

Transitamos entre o éter e abissal luz
Despidos de nudez
Revelamos perfumes
De inexistentes crepúsculos.

Silenciamos…

Porém,
Um sopro sussurrado
Que não imaginávamos existir
Correnteza, nos arrastando
Com a tarde que finda
Para um céu ermo
Infinitamente alaranjado e prata.

E, estranhamente,
quanto menos desejo saber
mais meus olhos semeiam lucidez.

Jose Couto

Minha amiga Fátima Castro ao violão, recitando "Cogito"Produção e realização do mago Willer LopesMinha gratidão aos queridos🙏🙏🙏"O soneto de Pandora", poesia. Autor: Jose Couto.Disponível para compra e pronto envio:http://bit.ly/soneto_de_pandora_leia

Publicado por Jose Couto em Quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Minha amiga Fátima Castro ao violão, recitando “Cogito”
Produção e realização do mago Willer Lopes
Minha gratidão aos queridos 🙏 🙏 🙏
“O soneto de Pandora”, poesia. Autor: Jose Couto.

Disponível para compra e pronto envio: http://bit.ly/soneto_de_pandora_leia

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O soneto de Pandora e Pontiaguda de Lourença Lou no Estadão.
Obrigado Arnaldo Afonso!

http://emais.estadao.com.br/blogs/sarau-luau-e-o-escambau/os-otimos-shows-no-niver-do-teatro-da-rotina-e-o-cedezaco-da-banda-meia-duzia-de-3-ou-4/ — em  Editora Penalux.

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O SONHO MÁGICO DE PANDORA

Artur Madruga

Nesses novos tempos, quando a internet e as redes sociais trafegam no internauta, e cavam fossas virtuais, distanciando as pessoas e suas ancestrais relações do olho-no-olho, vemos surgir, como se saísse de uma caixa que se abre, criando a magia do surpreendente, o Soneto de Pandora.

Um livro surpreendente que aponta, referencia e designa a nossa intrigante inquietude. Ao mesmo tempo em que nos move nos paralisa. Deixa-nos abandonados diante do estremecimento que o nosso olhar crítico invoca, como leitores, que recriam, recompõem os ritmos, as melodias que vibram ao tanger as velhas cordas esquecidas da alma.

Como singela passagem, as imagens que a poesia produz, convidam o nosso olhar à sua nítida abrangência. Estilhaça e amarra as partes de um todo antes desconhecido. Retrações e sustos impelindo ao enigmático. Sem saída. Tece possibilidades em vários sentidos. Pode-se, quer queiramos ou não, interpretar como uma colagem fantasmagórica a ser necessariamente desvendada. Um arremesso à distância para que a alma busque suas partes na tentativa de recompor o que havia perdido, e que deixara para trás. Como se algo forçasse a necessidade de abrir cortinas, bruscamente descerradas pelo esquecimento. Ou, ao deter-se um pouco, observar o menino que abre os olhos em espanto, diante do inovador. E se recompõem. Do fato esquecido e das histórias em tropeços recebemos os estilhaços da transparência quebrada. A urgência da poesia abre os seus baús para nos mostrar suas luzes guardadas.

Já em “A impermanência da Escrita”, Couto anunciava e denunciava a impermanência do tempo, em um absurdo relativismo que o segmentava, fatos descontínuos, separados, possibilidades embora os unissem refletidos nos signos narrativos. E os revelava.

Os mesmos pincéis e tintas que impregnavam a tela branca de “A Impermanência da Escrita” voltam a se expressar como ânsia única em “O Soneto de Pandora”, fincando cravos no tempo, transmutando-os em caneta e tinta que buscam a folha em branco para fixar suas poesias, marcar seus espaços próprios e usar para isso o ritmo encantador de uma serpente indiana, que sai do cesto e nos hipnotiza em aguda reflexão, muito bem lembrada por José quando diz: Assombrada a poesia risca o céu. Jorram estrelas.

Enfim, Couto com seus poemas consegue usar a palavra para “bordar” a vida entremeando-a num coletivo amorfo, ao mesmo tempo em que a individualiza e amplia num contexto universal. Colore com palavras pintando a vida, remetendo-nos à infância, de onde nunca saímos.

Artur Madruga, contista, romancista, poeta e artista plástico

Vídeo poema

Da série “ Lendo O Soneto de Pandora”

“ Compreender um poema quer dizer, em primeiro lugar, ouvi-lo. Ler um poema é ouvi-lo com os olhos; é vê-lo com os ouvidos. O poema deve provocar o leitor: obrigar o leitor a ouvir – a ouvir-se.”

Octavio Paz

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Ao tempo

Em águas turvas ou apaziguadas
além do bem e do mal
desejei em uma manhã imprevisível
a mandala que o vento desenha
nos longínquos desertos.

Busquei vagas definições para alcançá-la
aceitei todas imperfeições
e entendi que os limites humanos
são às vezes fronteiras
outras, caminhos trilhas.

E na inexistência de um moinho
lutei a favor das utopias
o direito de construirmos castelos de areia
na inesperada invenção poética da escrita.

Mesmo distante
olhando agora no retrovisor
vislumbro a vulnerabilidade do tempo
grão a grão escorrendo na ampulheta:
Transitoriedade e Impermanência.

Seu aprendizado é continuo
apesar do tempo percorrido
ainda falta um oceano e meio
para eu desaprender e começar a entendê-lo.

José Couto

Da série “ Lendo O Soneto de Pandora”“ Compreender um poema quer dizer, em primeiro lugar, ouvi-lo. Ler um poema é ouvi-lo com os olhos; é vê-lo com os ouvidos. O poema deve provocar o leitor: obrigar o leitor a ouvir – a ouvir-se.”Octavio Paz* Ao tempoEm águas turvas ou apaziguadasalém do bem e do maldesejei em uma manhã imprevisívela mandala que o vento desenhanos longínquos desertos.Busquei vagas definições para alcançá-laaceitei todas imperfeiçõese entendi que os limites humanossão às vezes fronteirasoutras, caminhos trilhas.E na inexistência de um moinholutei a favor das utopiaso direito de construirmos castelos de areiana inesperada invenção poética da escrita.Mesmo distanteolhando agora no retrovisorvislumbro a vulnerabilidade do tempogrão a grão escorrendo na ampulheta:Transitoriedade e Impermanência.Seu aprendizado é continuoapesar do tempo percorridoainda falta um oceano e meiopara eu desaprender e começar a entendê-lo.José Couto

Publicado por Jose Couto em Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

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