domingo, 30 de abril de 2017
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Quando a arte excede! Sua beleza ecoa permanentemente!

____ MÁSCARAS, BY EGO ____ -Costumo dizer que brilho acima de minha cabeça E atrevo-me a cantar que sou o dono do meu coração. Entre máscaras de vaidades Crescem meus prosaicos medos Então, minha ligeira noção de crença, Lê na língua das vozes roucas, O que eles têm a me propor: -Pula, Cara, mergulha fundo No teu cérebro de cobra E faça um censo profundo, Levanta todas as minúcias Dos raros bons sentimentos Da tua curta e triste história, Bem em meio aos cálculos, Vá, tome um banho em regra Na tua colossal ducha de lágrimas, Usa teu sabonete de ascos e ódios E esfrega-te forte com a bucha árdua E abrasiva do teu autodesprezo; No filtro das tuas reminiscências, Canalha, separarás a tua imensa e tola dor Numa gaiola de ouro de 1000 silêncios, Sequer darás um suspiro de clemência Para justificar a tua anódina existência Ou do teu inchado e sujo corpo em vão, Mas, trata de ficar frio, Cara, Porque tens apenas uma ferramenta Para alargar a tua estreita porta de saída: -Uma pequena felicidade feita de vidro Que, se quebrada, torna-se uma cadeia de farpas afiadas, Ou, quem sabe, os longos pregos de uma provável cruz; Depois, nas tuas abissais manhãs lunares, Para afastar-te da solidão de desertos, Tens que sair numa abstrata viagem, Um imenso e louco périplo Em torno de teu umbigo gigante Ou, quem sabe, podes dar um tiro distraído, Com a porra do teu fuzil AR 15 mil apatias, No abnegado cantor de blues que mora em ti, Já quase morto de delírios, e outras drogas, Mas que ainda resiste a alguns poucos azuis. Agora, Em último caso, Podes muito bem morrer de amor Numa linda mulher De cruel memória. Wander Porto Vídeo poema intrepretação e produção do poeta Antonio Torres https://www.facebook.com/wandaoporto/videos/910182985779429/ * restaram somente vinte e oito mil índios no mato grosso do sul da total extinção salvaram-se cerca de trinta e oito etnias condenados que estão ao silêncio da história seus desaparecimentos são questão de tempo morreram lentamente de fome e doenças durante séculos surdos no mato grosso do sul morreram aos poucos de balas de jagunços e pistoleiros de aluguel a serviço dos fazendeiros morreram omitidos das ações dos governos e das canetas da justiça a serviço dos interesses da especulação imobiliária do agronegócio de rapina e dos grandes empreendimentos no mato grosso do sul no cenário de extermínio de culturas e civilizações paira agora o silencio pós derramamento de sangue de rios, matas, e pássaros de lua, céus e estrelas mas paira sobretudo o silencio dos poetas pedra de cal do tempo Akira Yamasaki Vídeo poema Akira interpreta seu poema https://www.youtube.com/watch?v=n6f-ZRk4zoo&feature=youtu.be * Das possibilidades É possível que eu me apague dos olhos desta tarde apinhada de cigarras. E que nesta noite a lua seja pouca para iluminar a casa. É possível que esta cantoria se perca na algazarra branca das garças que deslizam poeira e rios em verões de querer mar. É possível que o encanto me seja barro. Que o vazio perdure na ensolarada planície. E que eu fique com um disse que não me disse bordado à boca. É possível que a oca flor de outro dia salte a dor, e ainda frígida, aprenda a se arriscar ao sol. É possível que eu suporte deslizar meus dedos por estes pássaros feridos a anzol. E que o mel azul do corpo do ar venha a amarelecer o sexo das açucenas, sem borrar o plácido da noite inevitável. É possível ainda que nada aconteça. E que eu chore este inseto morto de polén, inerte sobre a mesa, no seu fingimento de vida, como se derramasse sobre parco fio de luz, o choro de tudo que sempre me chegou tarde! Lázara Papandrea Vídeo poema a poeta Lázara interpreta seu poema https://www.facebook.com/100000348171200/videos/942958439059086/?pnref=story * De repente abril a cobrir-me de versos e de tardes pensativas. Eu vim pelo sol Pela flor Pela chuva Pela mata nativa Eu vim pela fatalidade da palavra viva Da palavra vida E descobri que não há palavra que disfarce estas rugas -quase rusgas- no céu de abril. De repente abril de múltiplas faces com suas fugas e seus disfarces de primavera a passear pelo jardim da minha solidão Como se me passeasse, depois de longa espera, o amor de uma vida inteira. De repente abril Por ti Por mim Pelas estrelas Perdido em poemas Abril das tardes partidas partituras perdidas na música do tempo! De repente abril E teus olhos fechados E este não gosto de abril em tua boca de outros pecados! De repente Não chegas Nem partes Só jogas ao vento dos teus de repentes abril com suas tardes Compreendo que nem mesmo a flor de abril poderá prender-te aos meus olhos dormentes porque só eu prendi, Só eu aprendi abril entre os dentes. Lázara Papandrea Vídeo poema a poeta Lázara interpreta seu poema https://www.facebook.com/100000348171200/videos/1414212188600373/ * Não estar Desacomodado, desejo as fragrâncias etéreas das partidas Não estar aqui e nem em qualquer outro lugar algum me ensinou a compreender o silêncio da água a fenda secular forjada na rocha gota a gota Não estar não permite extraviar-me nem criar raízes Não estou no tempo, tampouco fora dele Um beijo que levo comigo, embora amargurado me identifica no não corpo marcado de intermináveis abandonos Não estar não me confunde, nem esclarece Sei ainda que na brevidade que amei e fui amado uma árvore expor sua nudez a um pássaro antes de sua seiva secar o perfume das bergamotas Sei que acariciando o opaco das cicatrizes reencontro sinais indecifráveis, enclausurados na pele dos ossos Agora, pretendo um dia indagar, no dia que não estive Para onde foi disseminada a luz, o sopro, o olhar, o oco, as sobras? Não estar, quiçá nem tanto, nem pouco. ..pondero. .. José Couto Vídeo poema interpretação e produção da poeta Marta Aguiar https://youtu.be/zer6gV0zRsM * A FORMIGUINHA Eu daria tudo para saber o que a formiguinha pensa da vida. Aliás, antes, o que tanto cochicha, tão resolvida! Ela faz isso às claras, acho que não é falando das amigas. Fala de frente, bem entendida, alguma coisa - de formiga para formiga. Sua saudação, mais que é isso - acho mais com jeito de informação - não perdoa umazinha do santo cochicho! Para ela não vale só intenção. Acima de suas possibilidades, se uma quer, não lhe falta reforço. deve ser daí que o homem escreve sossegado: "a união faz a força!" Não sei se questiona a sua existência, obstinação com todos os reflexos. Eu nunca vi, quanto mais pequenininha, fugir para o cantinho, nem para o sexo! Carrega até vivo - logo dividido - cristalzinho de açúcar e elefante. Pode com tudo, este reino UNIDO! Imagine cada um de nós em formigueiro Gigante? Ninguém entende, mas inveja tanta harmonia na sentinela - achei a palavra - PELEJA! é com ela! Isto que é uma cruz nos ombros acho que ela nem tem buraquinho! a reboque dos picos ou descendo aos escombros, nunca escapuliu nenhuma bostinha! Não sei se vai ou volta do caminho, o ânimo é o mesmo; esfolando os ombrinhos ou perdendo perninha. Jesus revendo essa servinha, a esmo, retificou: "Deixai vir a mim (também) as formiguinhas! Consuelo Pereira Rezende Do Nascimento Vídeo poema a poeta Consuelo interpreta seu poema https://www.facebook.com/consuelo.pereirarezendedonascimento.5/videos/728769777269743/ * Significâncias de um mundo íntimo Pigmentos penso que as noites de debruço solitário sobre velhas ausências a manobrá-las feito títeres desgastados acrescidos de cãs são esses lugares em preto e branco guardados em nós expostos ao arejo para reposição de cor e depuração de tempo * Fecundo Um suspiro retratado é trato de essência na aridez das horas. O marejar nos olhos presume fim de pacto e regos de ânimo preparam-se para escorrer dilúvio solitude adentro. * Perene Somos ínfimos demais para certos lugares? Repara! Há lugares imensos cabendo na gente. Joelma Bittencourt Vídeo poema produção e interpretação da poeta https://www.youtube.com/watch?v=FSDh1X7Gw1o&feature=youtu.be