sábado, 24 de junho de 2017
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Tá, mas qual é o meu papel nisso tudo?

Na coluna anterior relatei minha participação na reunião do Conselho Municipal de Saúde de Alvorada. Em meio algumas críticas com o teor do texto, e também incentivos ao tema abordado, confesso que fiquei muito satisfeito com a repercussão. Quando iniciamos a conversa com a população por este espaço, a proposta foi sempre a mesma: orientar e informar a sociedade sobre os diversos temas que envolvam saúde e, principalmente, a saúde do município de Alvorada. Há tempos somos o “patinho feio” da região metropolitana. Acompanhamos o crescimento das cidades vizinhas e nós seguimos em declínio quando o assunto é Saúde Pública. Será que eu sou o único que me sinto assim, um Alvoradense esquecido no tempo? A verdade é que, entra ano e sai ano, e os problemas continuam os mesmos. E afirmo com propriedade, seja ela como usuário do sistema, assim como agregando os anos que servi esta população como profissional da área. Como servidor, que entrou na casa das pessoas no momento em que elas mais precisavam e, por vezes, houve situações em que não era possível desligar o motor da ambulância, porque corríamos o risco dela não funcionar mais. E o que mudou? Continuamos com as ambulâncias sucateadas, sem médicos no SAMU e sem previsão de quando estes profissionais serão contratados. Os postos de saúde não atendem a demanda necessária para a população, e ainda convivemos com prédios prontos, se deteriorando aos poucos, enquanto amanhecemos nas filas esperando por uma consulta. Todos os dias nos confrontamos com uma situação nova, porém desastrosa para a cidade. E te pergunto: Qual é o nosso papel em meio a este holocausto? O que nós temos feito para mudar este cenário? Vou repetir a frase descrita, porém ignorada por alguns leitores da coluna anterior: é fundamental que haja a união da Secretaria de Saúde, Conselhos, profissionais e usuários, em busca de soluções para a demanda doente de nossa saúde . O momento é de transformar toda a indignação em força para poder fazer a nossa parte. Como usuário, que não fica calado frente a uma situação de inconformidade, ou como representante de algum órgão ou seguimento. Seja qual for a tua função, “faça acontecer”, e não apenas seja mais um, ocupando um espaço. A população agradece!