Buracos na rua tem sido problema para a comunidade há muito tempo | Foto: Arquivo Pessoal / OA
Buracos na rua tem sido problema para a comunidade há muito tempo | Foto: Jonathas Costa / OA

Comerciantes desanimados, pedestres apreensivos, motoristas irritados, carros avariados, motociclistas assustados. Parece exagero, mas não é. Essas são algumas das características dos que circulam pelos 450 metros iniciais da rua Marquês do Pombal, no bairro Americana.

O grande número de buracos no asfalto e as boca de lobo quebradas dão um aspecto de abandono àquele movimentado acesso a Porto Alegre. Carros, motos, caminhões e ônibus compõem o intenso tráfego no local.

Milton Paulo Freitas, que vende autopeças de motos, diz que a situação é vergonhosa. “Já ligamos diversas vezes para a prefeitura, mandamos e-mails e os vizinhos tem números de protolocos de atendimento, mas tudo que sabem dizer é que estão cumprindo o cronograma de trabalho”, desabafa o comerciante, que já viu muitos dos seus clientes se acidentarem na esquina da loja devido não só ao grande buraco, como também à brita que se solta e torna a pista perigosa. “Para vir cobrar o alvará tão logo vence eles têm equipe e são organizados”, chama a atenção a vizinha de Milton, Daiana Rosa, que possui uma farmácia.

Calçadas também fazem parte dos problemas | Foto: Jonathas Costa / OA
Calçadas também fazem parte dos problemas | Foto: Jonathas Costa / OA

Do outro lado da rua está o brique de Roberto Santos, cujo maior buraco da rua atrapalha seus negócios e o deixa abatido. É ele quem conta que, para desviar, os veículos sobem a calçada e acabam quebrando a tampa da boca de lobo. Além disso, indica problemas na sinalização no final da mão dupla, além da circulação irregular de ônibus e caminhões em uma outra via de acesso, levando à quebra de outras bocas de lobo.

“Estou desestimulado, acho que vou desistir”, confidenciou, sobre os planos de deixar o local. Ele conta que a fiscalização esteve em sua loja exigindo mudanças e adaptações. “Fiz o que pediram, mas os bombeiros não realizaram a inspeção e o pessoal da prefeitura não voltou.”

Demora nos reparos gera reclamação
Data de 3 de fevereiro o protocolo de atendimento que o comerciante Roberto Santos possui, relativo ao buraco e boca de lobo quebrada na esquina de seu brique. Antes disso, conta Roberto, as equipes da secretaria de Obras e Viação (Smov) estiveram no local, mas o problema voltou logo após a primeira chuva. Ele espera que a via receba atenção em breve, assim como também a limpeza das bocas de lobo, antes que aconteçam as cheias características da época naquela região.

O titular da Smov, Rogério Negreiros, explica que, após um período de chuvas, as ruas sofrem com o aumento de brocas (buracos). Segundo ele, uma equipe atua na operação tapa-buracos nas avenidas Presidente Getúlio Vargas e na Frederico Dihl e só depois os trabalhos devem avançar para as outras ruas. O secretário também informa que está estudando a possibilidade de montar uma segunda equipe para atender as demandas.

Em relação às bocas de lobo, Negreiros diz: “Em algumas localidades, logo após trocarmos, os carros passam em cima e quebram. Por isso, não vencemos manter tudo em ordem. Gostaríamos que a população colaborasse mais.”

Uma ajuda inusitada
Quando o poder público não age, muitas vezes é a comunidade quem acaba assumindo a responsabilidade de buscar soluções. E no caso da rua Marquês do Pombal não é diferente.

A atitude de um morador de rua acabou surpreendendo e agradando a muitos. Munido de seu carrinho de mão e com muita disposição, o senhor que costuma passar diariamente por cada um daqueles buracos, resolveu fazer sua parte. Com pedras e terra ele foi preenchendo os espaços, reduzindo a irregularidade da pista.

Contudo, se até mesmo o trabalho das equipes da Smov não resiste, o seu também foi levado pelas águas da chuva. Mas ele sempre está disposto a voltar e refazer o tapa-buracos improvisado.

São muitos os reparos necessários para a rua Marquês do Pombal tornar ao aceitável | Foto: Jonathas Costa / OA
São muitos os reparos necessários para a rua Marquês do Pombal tornar ao aceitável | Foto: Jonathas Costa / OA

Fonte: O Alvoradense