Em contraponto a recomendação do delegado Joerberth Pinto Nunes, titular da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Fazenda Estadual (Defaz), o advogado da empresa PPG, investigada na Operação Cartola, Décio Itiberê, afirma que a investigação tem motivação política. “A imprensa junto com o delegado querem causar um escândalo que não existe”, afirmou o advogado.

Segundo ele, o relatório da Polícia Civil não pode ser usado como peça processual. ” É um absurdo o que está sendo feito. O processo é mal fundamentado, não foi nem pedido tramitação do documento. O delegado está sendo arbitrário e prepotente”, analisou Itiberê, que também se disse ofendido com as acusações.

O advogado diz que seus clientes ofereceram à Justiça em janeiro a quebra dos próprios sigilos das contas bancárias. “A prefeitura ofereceu quebra de sigilo bancário e patrimonial ao fórum do município, não há nada a esconder e garanto que não há provas que possam incriminá-los”. E conclui:  “Não podemos chamar isso de Operação Cartola, mas sim de Operação Política”.

 

Fonte: O Alvoradense