Presidente da CEEE, Gerson Carrion admitiu falta de investimento e diálogo com a Corsan durante altas temperaturas no verão que deixaram grande parte da cidade sem luz e água sucessivas vezes | Foto: Jonathas Costa/OA
Presidente da CEEE, Gerson Carrion admitiu falta de investimento e diálogo com a Corsan durante altas temperaturas no verão que deixaram grande parte da cidade sem luz e água sucessivas vezes | Foto: Jonathas Costa/OA

O diretor-presidente da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Gerson Carrion de Oliveira, lembrou ontem (18), em entrevista a’O Alvoradense durante a assinatura de autorização para o início das obras da Subestação Alvorada 2, do compromisso da estatal em garantir investimentos no Estado e comentou sobre o período de crise que viveu o setor no início deste ano. 

Para ele, as constantes quedas de energia que ocorreram em Alvorada, principalmente durante os meses de janeiro e fevereiro quando o Rio Grande do Sul viveu dias de calor extremo, são reflexo do aumento do poder aquisitivo da população somada a falta de investimentos no setor ao longo dos anos.

Carrion admitiu que a rede não acompanhou o crescimento da comunidade, e garantiu que a CEEE está trabalhando para reverter a situação. O investimento da estatal em Alvorada deve chegar a R$40 milhões até 2015.

“Nós temos um compromisso de governo de colocar a energia como vetor e protagonista do desenvolvimento”, projetou, ao garantir que a média de interrupções do serviço ao longo do ano é pequena. “É preciso que a população entenda que grande maioria do tempo a energia está disponível, graças aos funcionários que estão nas ruas fazendo reparos”, comentou.

Falta de água e de diálogo
Outro drama recorrente deste verão foram as constantes interrupções no abastecimento de água em alguns bairros de Alvorada. Apesar do fornecimento do serviço ser de responsabilidade da Corsan, a justificativa apresentada pela empresa sempre remeteu a falta de energia elétrica nas bombas de captação. 

Segundo Carrion, a CEEE não pode assumir essa culpa sozinha e reconhece que faltou diálogo entre as duas estatais.

“Não se admite mais numa concessão, seja ela publica ou privada, essa falta de diálogo de uma querendo colocar a culpa no outro quando os dois deveriam estar buscando uma solução. Falta uma posição orgânica nas empresas que prestam serviços essenciais”, avaliou.

Fonte: O Alvoradense