Apenas um barco e servidores da prefeitura estão trabalhando no local | Foto: CCS / Divulgação
Apenas um barco e servidores da prefeitura estão trabalhando no local | Foto: CCS / Divulgação

Em entrevista ao jornal O Alvoradense no início da noite desta quarta-feira (22), o prefeito Professor Serginho declarou que a crise no abastecimento de água em Alvorada, que já dura três dias, “não está sendo encarada como uma situação de emergência pela Corsan”.

Segundo Serginho, que esteve durante a tarde na casa de bombas da companhia às margens do Rio Gravataí, nenhum equipamento foi colocado no local para tentar retirar a água dos motores. “Não é admissível que uma cidade com 210 mil habitantes não tenha uma solução rápida para restabelecer o fornecimento de água”.

Por meio de um termo de notificação extrajudicial, a prefeitura solicitou a instalação de bombas no Arroio Feijó, próximo à Fiergs, em Porto Alegre, para ajudar a diminuir o volume de água nos bairros da zona Norte, assim como uma força-tarefa da empresa, por meio de equipamentos e pessoal, para resolver problema da água nas próximas horas. 

Assine e receba a edição impressa do jornal O Alvoradense em casa

“Imaginamos que hoje a tarde iriam tomar uma atitude com equipamentos de emergência para tentar resolver a situação, o que não ocorreu”, explica Serginho, ao revelar que durante a vistoria no local encontrou apenas um pequeno barco, cedido pela própria prefeitura, realizando o transporte de sacos de areia.

A criação da barreira, contudo, deveria ter ocorrido ainda na segunda-feira, conforme o entendimento do governo municipal. É esperado apenas para esta quinta-feira o início da sucção da água de dentro da casa de bombas.

“Quero, como prioridade, que a Corsan coloque água nas casas das pessoas, depois disso vamos estudar judicialmente uma medida contra a companhia”, garante.

Encontro com o governador
Está marcado para às 11h30min desta quinta a reunião entre prefeitos das cidades atingidas pelos alagamentos e o governador José Ivo Sartori no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

O encontro deve servir para Serginho homologar o decreto de calamidade, que deve viabilizar a captação de recursos junto ao Governo Federal.

Fonte: O Alvoradense