Acúmulo de pneus pode agravar problema | Foto: Samuel Silveira / OA

A dengue é um dos problemas de saúde pública mais combatidos nos últimos anos. Com medo de que isso passe a incomodá-lo, o morador do bairro Tupã Paulo Jazzim toma uma série de cuidados para deixar a doença longe de sua casa. Algumas das medidas são eliminar qualquer local que possa juntar água parada. Mesmo com o fim do verão e as baixas temperaturas, o mosquito Aedes aegypti continua rondando e não dá para baixar a guarda. Pratos de vasos de plantas, caixas d’água mal tampadas, latas, garrafas, plásticos, pneus, calhas, tudo isso aumenta as chances para que haja uma proliferação.

O perigo maior é em casa, pois se calcula que 90% dos focos do inseto sejam domésticos. Velas de citronela ou andiroba e repelentes são atenuantes, não eliminam, a-penas o mantêm distante por algum tempo.

Baseado em informações do Setor de Zoonoses e Vetores do Centro Municipal de Vigilância em Saúde, Alvorada ainda não tem nenhum caso confirmado de dengue, mas existem focos em alguns bairros que precisam ser finalizados. Porém, além da fiscalização, é necessário a ajuda e a conscientização das comunidades.

A bióloga Silvia Müller acredita que a disseminação do Aedes aegypti seja um problema social, pois depende muitos dos cidadãos.

“A gente acha que está distante de nós, que nunca vai acontecer, mas o perigo às vezes está dentro de casa mesmo”, esclarece.

O Rio Grande do Sul notificou até o mês passado 367 casos suspeitos da doença, sendo 64 confirmados. Das pessoas contaminadas, 22 foram infectadas em municípios gaúchos, como Campinas das Missões, Santa Rosa e Três de Maio, e os outros 42 oriundos de diferentes partes do Brasil.

No Estado, seis cidades tiveram casos confirmados de dengue, no entanto, todos são importados. Apesar disso, o sinal de alerta está ligado para que a situação permaneça sob controle.

Em Alvorada houve duas suspeitas, mas estas foram descartadas pela Secretaria Estadual de Saúde; entretanto, é mais fácil prevenir do que remediar, assegura a bióloga.

Para afastar de vez a hipótese de prolifera-ção, o Setor de Zoono-ses realiza sempre que solicitado palestras em escolas e outras atividades conjuntas com outras secretarias, a fim de orientar e educar a população sempre que possível. São realizados mutirões de limpeza em bairros infestados, como o que foi feito nos bairros Aparecida e Stela Maris no mês de fevereiro.

O Centro de Vigilância afirma que uma das dificuldades é fazer com que a população receba bem os agentes de fiscalização, pois eles ajudam no combate a endemias. Além de orientar o morador, também realizam coletas de larvas para realizar análise, tratamento mecânico (descarte do material que acumula água) e, quando necessário, tratam com larvicida.

Quando se deparam com situações em que existe muito acúmulo de lixo ou de pneus descartados inadequadamente, repassam para as supervisoras de área, que mediamente encaminham para o Setor de Limpeza Urbana da Secretaria de Obras e Viação (Smov). No caso dos pneus, estes são encaminhados ao ecoponto, lugar onde são armazenados adequadamente, de forma segura, e encaminhados para reciclagem.

Vacinas em fase de teste e o Brasil pode estreá-las

Após noventa anos de iniciação dos primeiros estudos, a vacina contra a dengue entra na fase final de preparação e o Brasil pode ser o primeiro país a recebê-la.

Os testes da terceira fase do imunizante desenvolvido serão iniciados neste ano.

Se a eficácia do produto for comprovada, o primeiro pedido de registro e autorização será feito em 2013 e o produto pode estar no mercado mundial já em 2015.

 

Fonte: Fernanda Escouto / OA