Moradores começaram a abandonar as casas após terceiro episódio de enchente em menos de quatro meses | Foto: Jonathas Costa / OA

Pela terceira vez em quatro meses as águas dos arroios que cortam a cidade invadem ruas e casas em Alvorada.

Famílias inteiras são novamente deslocadas para junto de amigos e familiares ou ainda abrigadas pela Prefeitura no Ginásio Municipal Tancredo Neves e no Centro Profissional Anísio Teixeira.

O desespero e a decepção leva a atitude extremas. Alguns moradores decidiram abandonar os imóveis, mergulhados em meio aos constantes alagamentos. São memórias que ficam para trás, afogadas em águas escuras de desilusão.

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Doações
Na sexta-feira, dia 16, Alvorada contava com mais de 146 pessoas acolhidas nos abrigos organizados pela administração municipal, 1.120 desalojadas e um total de 7.760 alvoradenses atingidos. Pela terceira vez em 2015, há a necessidade de mobilização da comunidade para a arrecadação de itens importantes como alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza, fraldas descartáveis infantis e geriátricas, cobertores, colchões, roupas de cama e toalhas de banho.

A Central de Doações fica na rua Wenceslau Fontoura, 126, atrás do Ginásio Municipal e o contato com a Defesa Civil é pelo telefone (51) 3044-8687.

Também a Defesa Civil pede auxilio, pois faltam caminhões para atender os pedidos de remoção nos bairros mais atingidos: Americana, Nova Americana, Umbu, Barcelos, São Caetano, Santa Clara, Sumaré e Onze de Abril. E a cidade segue em alerta, pois a instabilidade deve durar até o final de outubro.

A expectativa é que a cheia de agora não deva chegar aos índices de julho, quando aconteceu a maior enchente da história do município. Contudo, existe a previsão de mais chuva para esta semana.

Medo da falta d’água
O trauma da enchente do julho não foi apenas pelas enchentes. Com a casa de bombas da Corsan alagada, Alvorada e Viamão ficaram cinco dias sem abastecimento de água potável, levando a cidade ao caos. Desta vez também faltou água na quinta, mas o problema foi outro. Com dezenas de milhares de pontos sem luz na cidade, as bombas de captação pararam de bombear a água. O serviço foi normalizado na sexta, após a volta da luz na região

Fonte: O Alvoradense