O mundo vive uma crise financeira que está colocando por terra grandes potências econômicas. A Europa está em plena recessão, com cortes de gastos, desempregos nas alturas e fortes combates sociais.

O Brasil, que em 2008 superou a “marolinha”, está mais frágil desta vez. Ainda que estejamos crescendo, o ritmo da economia verde-e-amarela despencou, e o governo faz contorcionismos para tentar alavancar setores importantes.

Mas parece que Alvorada não sofre com tais problemas. Os gastos com auxílio gasolina (leia na página 4) são desnecessários  Isto porque, como bem disse a promotora de justiça Rochelle Jelinek, gastar R$ 11.050 mensais (se multiplicado o valor de R$ 850 pago para cada vereador) chega a ser uma afronta “aos princípios da moralidade, da legalidade, da economicidade e da razoabilidade”.

O presidente da Câmara de Vereadores de Alvorada afirmou que o mesmo ocorre na Assembleia Legislativa e na Câmara de Porto Alegre. É verdade. Mas não se justifica. O município já sentiu o impacto da diminuição dos repasses federais aos cofres públicos, devido justamente à crise que parece não preocupar os políticos locais. Assunto que deve ser debatido nesta época eleitoral. Afinal, o dinheiro é nosso!