Foto: Samuel Silveira / Arquivo / OA

A capital da solidariedade está de aniversário. Alvorada completa nesta segunda-feira, dia 17 de setembro, 47 anos.

Com características de cidade pequena, como o comércio centralizado em apenas uma avenida, a preferência pela moradia em casas e a utilização de carros de som para anunciar promoções, a cidade enfrenta desafios de cidade grande como os congestionamentos do trânsito, os alagamentos e as necessidades urgentes em melhorias nos índices de saneamento básico, segurança e de infraestrutura urbana.

Alvorada nasceu como Distrito de Viamão, com a denominação de Passo do Feijó, através de lei em 22 de setembro de 1952. Aprovada pela Câmara, a lei foi promulgada e sancionada pelo então prefeito de Viamão, Tenente Coronel Ponçalino Cardoso da Silva.

Em 17 de setembro de 1965, uma lei estadual garantiu a emancipação política do Passo do Feijó, que passou a chamar-se Alvorada. O nome sugerido por um integrante da Comissão Pró-Emancipação, teve inspiração em dois fatores: a alvorada do povo, que acorda às primeiras horas da manhã e parte para o trabalho, e o Palácio da Alvorada, o grande destaque na então nova capital do País, Brasília, inaugurada em 1960.

De inspiração para o batizado a problema social e econômico. O hábito da população de deixar a cidade todas as manhãs para trabalhar em Porto Alegre traz inúmeros problemas para a adminstração pública.

O maior deles é o dinheiro de impostos, como o ICMS, que acaba retido do outro lado do Arroio Feijó. Ainda assim não é a única desvantagem em ter uma população que apenas dorme em sua residência. Problemas no trânsito e com o transporte coletivo também acabam se agravando.

Problemas com o trânsito devem ser superados para garantir crescimento | Foto: Samuel Silveira / OA
Problemas com o trânsito devem ser superados para garantir crescimento | Foto: Samuel Silveira / OA

Porque se preocupar com o futuro

Segundo o último censo, realizado em 2010, Alvorada possui 195.673 habitantes. O estudo desenhou um retrato fiel da situação atual da cidade e de maneira geral mostrou que há muito o que melhorar. Mais de 50 mil alvoradenses não possuem rendimentos mensais.

Outros 33 mil vivem com apenas um salário mínimo. Os índices de educação são ainda mais alarmantes. São quase 84 mil pessoas que não possuem instrução ou não completaram o ensino fundamental.

Hoje, Alvorada tem apenas 20% de sua totalidade de esgoto tratado. Os outros 80% são despejados na natureza de forma bruta, nos arroios que cortam a cidade. Na área da saúde, um desafio em todo o território nacional, o município investe 21% do seu orçamento.

Mesmo sendo um valor acima do exigido por lei, ainda é pouco para tantos problemas. A demora para a realização de um procedimento ortopédico, por exemplo, pode levar até cinco anos, pois há escassez de especialistas e leitos na cidade.

Construção de shopping deve movimentar a economia local | Foto: Divulgação / OA
Construção de shopping deve movimentar a economia local | Foto: Divulgação / OA

Porque acreditar no futuro

Mesmo com problemas latentes a serem resolvidos, Alvorada vive atualmente um cenário economicamente otimista. Com a confirmação da vinda de grandes empreendimentos para a cidade, o futuro se mostra promissor.

O primeiro shopping da cidade começará a sair do papel em breve. O anúncio do novo empreendimento, que pretende esquentar a economia local, foi feito em maio.

O Praça Alvorada Center terá 80 mil metros quadrados, sendo 23 mil de área bruta locável (espaço destinado às lojas) e deverá ser inaugurado no segundo semestre de 2014. O empreendimento deverá gerar cerca de mil empregos diretos e 1,5 mil indiretos.

Na mesma região também começa a sair do papel a construção de quatro condomínios residenciais e dois comerciais, numa área de 78 mil metros quadrados. Outros empreendimentos residenciais também começam a brotar aos quatro quantos. Soma-se a isto a vinda de grandes empresas e marcas para disputar a preferência do consumidor alvoradense.

Dádivas, que se bem aproveitadas, poderão modificar o futuro da cidade e escrever uma nova história para a população local.

Fonte: O Alvoradense