Na etapa foram abordadas ações contra os problemas enfrentados na área da Infância e Juventude.| Foto: Divulgação/ SJDH/OA

Foi realizada nesta segunda-feira, dia 28, na Câmara de Vereadores, a primeira audiência pública da X Jornada Estadual Contra a Violência e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que se estende até novembro, passando por seis cidades gaúchas. O evento teve como tema “Articulando a Rede” e foidedicado à reflexão sobre as conquistas da  jornada e à mobilização dos agentes da rede de proteção. Estavam presentes no plenário integrantes da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos, parlamentares, conselheiros tutelares, profissionais da saúde e polícias civil e militar.

Debate sobre a participação da sociedade no combate aos crimes sexuais foi destaque no evento.|Foto: Divulgação/ SJDH/OA

O secretário da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), Fabiano Pereira, que iniciou o debate, destacou  a importância da denuncia em casos que se tem conhecimento de abuso. Ele salientou também a essencialidade da jornada nos municípios como forma de sensibilização e conhecimento do assunto. A etapa contou também com a palestra das profissionais da SJDH,  as diretoras dos departamentos de Justiça, Rúbia da Cruz, e de Direitos Humanos e Cidadania, Tâmara Soares.

Rúbia falou que o combate a esse tipo de crime pode contar com  a participação de toda a sociedade civil, por  exemplo, parcerias com donos de locais onde existem registros constantes de abusos, como hotéis, motéis e casas noturnas. Já  Tâmara abordou a garantia dos direitos e a origem dos crimes sexuais, defendendo o debate sobre a sexualidade nas famílias e nas escolas como forma de combater os abusos sexuais

O evento percorrerá ainda outras cinco cidades como Guaíba, São Leopoldo, Montenegro, Santana do Livramento e São Borja

O que é a jornada

A Jornada Estadual contra a Violência e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é a principal ferramenta de mobilização da rede de proteção infanto-juvenil no Rio Grande do Sul. É organizada pela  Secretária da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, Ministério Público Estadual e Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. As audiências públicas são promovidas anualmente e é designado um tema  para debate nas cidades escolhidas.

Fonte: O Alvoradense