Alvoradenses estão em exposição permanente em São Paulo

Instalação pode ser visitada no recém reaberto Museu da Língua Portuguesa

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Foto: Divulgação / OA

A reabertura do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo e ocorrida em 01 de agosto, traz novidades com três novas instalações permanentes: “Línguas do Mundo”, destacando 23 das mais de sete mil línguas faladas; “Nós da Língua Portuguesa”, marcando a presença do idioma no mundo e a diversidade cultural dos países de Língua Portuguesa e “Falares”, apresentando os diferentes sotaques e expressões do idioma por todo o Brasil.

Alvorada está representada nesta última instalação, com a presença do padre Libanor e Jorge Oliveira, o Jorge da Lagoa. Os organizadores chegaram aos dois personagens alvoradenses através do artista gráfico Pablito Aguiar. “O pessoal da produção do Museu entrou em contato comigo, ficaram sabendo do meu livro ‘Alvorada em Quadrinhos’, e por isso me pediram para indicar nomes para a exposição”, comemora o jovem artista.

“Falares” foi produzida por representantes de 12 estados brasileiros. São vídeos com brasileiros de diversas realidades e diferentes formas de se expressar, contando brevemente suas histórias.

Em Alvorada, Pablito acompanhou as gravações de Jorge na Lagoa do Cocão, onde mora e é um importante representante da preservação daquele espaço, e do padre Libanor na Paróquia Santo Antônio, onde atua há mais de 25 anos, na evangelização da comunidade alvoradense e também no apoio assistencial aos mais vulneráveis.

Incêndio

O Museu da Língua Portuguesa foi reaberto ao público após mais de cinco anos do incêndio que atingiu a Estação da Luz, onde está instalado.

A reconstrução do Museu, uma das prioridades do Governo de São Paulo, iniciou em 2017 e foi dividida em três fases: restauro do interior e das fachadas; reconstrução da cobertura destruída no incêndio; e intervenções de ampliação e melhoria.

A partir de 2019, houve a implantação de conteúdo e experiências, iluminação externa e contratação de equipes.

O investimento total foi de mais de R$ 85 milhões, incluindo a indenização do seguro e o patrocínio de diversas empresas, além do aporte do Estado e do apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, do ID Brasil e do Governo Federal, por meio da Lei Rouanet.