Corpo foi encontrado dentro de um valo na rua Barão do Cerro Largo em janeiro | Foto: 24 BPM / Divulgação / Arquivo OA

Apesar da percepção de violência que os oito homicídios ocorridos em Alvorada em 2016 provoca na população, o comandante do 24º Batalhão da Brigada Militar, major Maurício Padilha, segue satisfeito com os resultados obtidos em 2015, quando o número de homicídios reduziu em 15% se comparado ao ano anterior.

“Não é o ideal, mas é uma vitória significativa”, avalia Padilha, que lembra que no país apenas São Paulo e Rio de Janeiro também registraram baixa nesses índices durante o ano.

O comandante ressalta também que as oito mortes ocorridas na cidade neste primeiro mês do ano são inferiores aos índices registrados em 2015 e 2014, quando houve 16 mortes em cada período. “Este ano são dois latrocínios envolvendo comerciantes, sendo as demais vítimas ligadas ao tráfico de drogas”, avalia.

Ele salienta, ainda, que a violência ocorrida em Alvorada, na maioria das vezes, é reflexo da zona Norte da Capital, “um dos locais mais violentos onde trabalhei”, complementa. “Geograficamente é fácil iniciar um crime em outro lugar e concluir em Alvorada, e essa distância da origem dificulta a investigação policial”, diz Padilha.

Por outro lado, o major elogia a ação do efetivo do 24º BPM, observando que o batalhão possui equipamentos e condições para garantir aos policiais as mínimas condições de trabalho. “Ainda assim, eles vão muito além, tanto que, até mesmo durante a Operação Golfinho, são os que mais atuam no litoral.”

Fonte: Mariú Delanhese / O Alvoradense