Conforme delegado Mauricio Barcellos apenas a perícia vai esclarecer essa diferença entre os calibres | Foto: Samuel Silveira / OA

A arma entregue pelo policial militar, suspeito de ter atingido o policial civil Marcos Kiefer, de 45 anos, não confere com o calibre do projétil encontrado pela perícia no local do crime.

A informação foi confirmada na manhã desta segunda-feira (09) pelo delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia de Alvorada, Maurício Barisson Barcellos, em entrevista coletiva.

O projétil que atravessou o corpo do policial era de uma pistola 9 milímetros. A arma entregue pelo brigadiano, no entanto, era de uma pistola .380.

As de 9mm, segundo Barcellos, não são utilizadas pela polícia e possuem um poder de destruição bem maior do que as .380, o que justificaria a morte na hora da vítima.

“Apenas a perícia e o reconhecimento das armas, por parte das testemunhas, poderá esclarecer esta diferença”, afirmou.

De acordo com o delegado, o crime ocorrido na madrugada do domingo (08) em frente ao Hospital de Alvorada não tem relação com a morte de outro policial civil, atingido por três tiros ao tentar evitar um assalto na segunda-feira da outra semana, no bairro Santo Antônio, em Porto Alegre.

As investigações devem apurar se o policial militar possuía porte para a arma utilizada no crime.

Entenda o caso
Um policial civil morreu após ser atingido por um disparo em frente ao Hospital de Alvorada na madrugada deste domingo. O suspeito de ter efetuado o disparo é um policial militar, do 20º BPM de Porto Alegre.

Conforme informações passadas pela Policia Civil, Marcos Kieffer estava junto com outros três colegas, investigando o assassinato de um vigilante ocorrido no sábado (07) na Vila Nova Dique, zona Norte da Capital, quando foram informados por dois policiais militares à paisana que o suspeito de ter efetuado os disparos estaria a caminho do Hospital de Alvorada.

De acordo com o delegado Barcellos, que investiga o caso, quando a ambulância que trazia o suspeito chegou ao hospital, os dois policiais militares começaram um desentendimento com familiares do suspeito.

“Segundo testemunhas, o policial suspeito de ter efetuado o disparo que matou Marcos teria tentado dar uma coronhada no irmão do suspeito baleado, mas a arma disparou acidentalmente, atingindo o policial civil pelas costas”, explicou.

Conforme o depoimento do policial militar, que se apresentou na 1ª DP durante o domingo, no entanto, o disparo teria sido causado quando, durante a discussão, o irmão do primeiro suspeito se chocou contra ele causando o disparo que atingiu Marcos.

Fonte: Amanda Fernandes / O Alvoradense