REFORMA. Sede da Associação localizada na rua Sertanejo, número 20 necessita de reparos para poder continuar atendendo as necessidades dos moradores do bairro Germânia.| Foto: Amanda Fernandes/ OA

Há mais de 20 anos os moradores do bairro Germânia contam com uma associação de moradores para representá-los, porém o prédio precisa de reformas e de ampliação para conseguir voltar a atender às necessidades da população.
A associação não consegue ampliar os projetos sociais que disponibiliza para a população por falta de estrutura. Nem sempre a ajuda solicitada junto aos órgãos públicos é atendida e a falta de dinheiro para colocar muitas ações em prática é um dos principais pro-blemas.

A entidade, que se mantém apenas com o pouco dinheiro que entra dos aluguéis da sede da associação enfrenta dificuldades financeiras há anos.  Segundo o atual presidente, Sr. Luis Morais a associação precisa resolver seus problemas para começar ajudar a população de forma efetiva. O primeiro projeto de ampliação é de 1992. A associação tem as plantas e todo o orçamento disponibilizados pela prefeitura porém as obras jamais começaram. Em maio de 2011 a diretoria encaminhou um novo pedido para a construção do ginásio de esportes, mais uma vez foram confeccionadas plantas e orçamentos, porém já faz um ano que eles aguardam a liberação da verba para cobrir os gastos com as reformas da sede e a construção do ginásio de esportes.

Luis Morais acredita que há uma falta de consideração dos órgãos públicos em relação à entidade. “Precisamos de ajuda também para poder ajudar a população. As ações que realizaremos aqui só vão beneficiar as pessoas do bairro, em especial aos jovens. Dar uma ocupação a eles”, afirma.
Associação teve que alugar espaço para evitar depredações

A alternativa encontrada pela diretoria da associação para evitar a ação de vândalos que, estavam destruindo as instalações, foi alugar uma parte do pátio. O espaço onde, hoje, vive uma família era, originalmente, uma cancha de bocha. Os problemas estruturais fizeram com que a associação chegasse a declarar falência há seis anos e encontrou no aluguel de parte do pátio uma alternativa para conter a ação de pessoas mal intencionadas. “Tive que alugar pra ver se as pessoas respeitam mais” declara Luis. A associação hoje conta com um número de sócios muito baixo o que, segundo a diretoria, é compreensível graças às condições estruturais da entidade. “Não temos como oferecer condições melhores aos sócios atualmente, a manutenção é muito cara”, afirma Luis Morais.

Até o fechamento desta edição os responsáveis pela Secretaria de Planejamento Urbanístico e Habitação (SPH) não haviam retornado os pedidos feitos por essa reportagem para apresentar o seu lado da história da associação de moradores do bairro Germânia.

 

Fonte: O Alvoradense