Foto: Claudio Fachel / Palácio Piratini / Arquivo / OA

Em live realizada na segunda-feira (14) a Prefeitura de Porto Alegre apresentou os protocolos e orientações para o retorno às aulas. Esses pontos serão debatidos ao longo da semana com representantes dos setores envolvidos.

O calendário proposto sugere a volta das atividades no final de setembro, com a alimentação na Educação Infantil, atividades de apoio e adaptação. A partir de 5 de outubro, os primeiros níveis com atividade presencial serão a Educação Infantil, 3º ano do Ensino Médio e, na rede privada, Educação Profissional e Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

A partir daí há programação para 13 de outubro, com retomada da alimentação de todas as outras escolas e as atividades de apoio; 19 de outubro, com as atividades presenciais do Ensino Fundamental 1, Especial e EJA da rede municipal e 3 de novembro, para os alunos de Ensino Fundamental 2, Especial e Ensino Médio.

Em todos os casos, os alunos só permanecerão na escola em um dos turnos. Quanto ao Ensino Superior, a retomada será discutida na próxima semana, durante reuniões com as universidades.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior ressaltou que tanto o calendário quanto os rígidos protocolos são sugestões que deverão ser aprovadas nas escolas e pelos pais. Para isso, esta semana será de debates e decisões. “A prioridade é a questão sanitária e epidemiológica, para que dê o máximo de segurança dentro de critérios factíveis, baseados em evidências”, afirmou o prefeito.

A volta às aulas deve devolver à circulação diária cerca de 380 mil pessoas, entre estudantes, professores e demais profissionais do setor.

Alvorada

No município o prefeito Appolo anunciou, na última semana, a suspensão das aulas presenciais em 2020, devendo retornar apenas as de Educação Infantil, de zero aos três anos de idade. O que foi confirmado pelo Decreto Municipal nº 129, publicado nesta segunda-feira (14) que decide a suspensão das aulas presenciais na Rede Municipal de Ensino este ano.

Determina ainda que, enquanto permanecer o estado de calamidade pública no RS, que é verificado pelo sistema de bandeiras do Distanciamento Controlado do Estado, permanecerão suspensas “as atividades presenciais em todas as instituições privada, entidades parceiras e demais instituições de ensino, de todos os níveis e graus, bem como em estabelecimentos educativos, de apoio pedagógico ou de cuidados a crianças e a adolescentes situadas no Município de Alvorada”, diz o documento.

Ainda assim, há escolas privadas em Alvorada prontas para o possível retorno, seguindo os protocolos definidos, conforme orientações do Centro de Operação de Emergências (COE) Municipal.

Um exemplo é a Escola Êxito, que já entregou seu Plano de Contingência, assim como várias outras instituições de ensino, cabendo agora ao COE Municipal as visitas aos locais e aprovações.

Segundo Laura de Andrade, da Êxito, delegada do Sindicreches em Alvorada e conselheira do Conselho Municipal de Educação (CME), os prejuízos para as crianças em nível cognitivo e emocional são gigantescos, havendo ainda a necessidade de abertura das escolas para aqueles pais que precisam e também para a necessidade de alguns alunos, que não conseguem acompanhar as atividades on-line.