A Policia Civil remeteu o inquérito da Operação Cartola ao Ministério Público (MP). O documento possui 20 volumes e cerca de 4.500 páginas.  A polícia sugeriu ainda a responsabilização penal de chefes do Poder Executivo, servidores públicos, empresários e outros envolvidos, entre eles o prefeito de Alvorada, João Carlos Brum. A polícia também solicitou que sejam tomadas outras medidas cautelares de prisão preventiva, afastamento do cargo e quebra do sigilo bancário e fiscal.

Os envolvidos, garante a PC, teriam cometido crimes licitatórios, contra a fé pública e contra a administração pública. As conclusões deverão ser analisadas pelo Ministério Público. A entrega do inquérito foi realizada pelo delegado Joerberth Pinto Nunes, da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Fazenda Estadual (Defaz), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

A Operação Cartola 

A ação da polícia investigou supostas irregularidades em contratos de oito prefeituras com a empresa PPG Comunicação. De acordo com o delegado Joerberth Pinto Nunes, a PPG Comunicação, que funcionaria como empresa de fachada, venceria licitações, subcontrataria serviços superfaturados e pagaria propina a funcionários públicos. A prefeitura contrata a PPG para a execução de diversos serviços, muitos destes fora de seu objeto social. A Polícia pretende mostrar que o modus operandi da PPG é o mesmo em todas as prefeituras0.

Além da PPG Comunicação, a MAC Engenharia é investigada por prestar serviços à prefeitura de Alvorada, suspeita de adquirir compras sem processos licitatórios. Atrás de elementos que comprovem a prática do desvio de dinheiro público, a polícia apreendeu documentos e computadores em onze cidades gaúchas. Em espécie, foram recolhidos em torno de R$ 150 mil. Segundo o delegado Nunes, os documentos apreendidos serão analisados e servirão de base para futuros indiciamentos.

 

Fonte: O Alvoradense