Economizar. Esta é a palavra de ordem na Câmara de Vereadores de Alvorada desde que Schumacher (PT) assumiu a presidência da Casa, no dia 1º de janeiro. Uma das primeiras medidas adotas por ele foi a redução das despesas de pessoal.

Para fazer frente às novas metas de orçamento, o novo presidente cortou pela metade o número de assessores. Foram 26 os cargos extintos. Metade recebia R$ 1.400,00 por mês. Os demais tinham salário de R$ 3.600,00.

O auxílio combustível também foi cancelado. No ano passado a Justiça decretou o bloqueio dos bens de cinco ex-presidentes da Câmara depois de apurar que os vereadores recebiam R$ 850,00 por mês sem a necessidade de comprovação dos gastos. A investigação apurou que entre 2005 e 2011 saíram dos cofres públicos mais de R$ 646 mil para o pagamento do benefício.

“Eu poderia tranquilamente reinventar o auxílio, mas não o farei. Não tem cabimento”, explica Schumacher.

O número de estagiários também passou a ser controlado. Cada vereador possui agora o direito de contratar dois assessores e até três estagiários. Segundo apurou O Alvoradense, no ano passado apenas um gabinete chegou a ter 20 estagiários na folha de pagamento.

Economia revertida em obras
Segundo explica Schumacher, 6% de todo o orçamento da Prefeitura é destinado à Câmara. Deste montante, 70% é gasto com despesas de pessoal. O restante é aplicado no prédio utilizado pelo Legislativo, que foi emprestado pela prefeitura e está em situação delicada.

“É complicado, dentro do prédio chove igual na rua devido aos buracos no telhado”, enumera o presidente sobre os problemas do prédio. E eles não são poucos. Há ainda problemas elétricos e de acessibilidade. “O cadeirante que vem hoje na Câmara não pode utilizar os banheiros, isso é uma vergonha”, explica Schumacher.

A expectativa é utilizar parte do dinheiro economizado com os cortes para investir no prédio. “Queremos garantir o mínimo de conforto ao visitante”, garante o petista.

Mas a situação dos cofres públicos não permite exageros. O presidente da Câmara e colega de partido do prefeito sabe bem disso. “Queremos contribuir com o projeto de governo do Serginho e se possível vamos economizar para chegar no fim do ano e podermos devolver o dinheiro não utilizado”, propõe Schumacher que já sabe onde a Prefeitura vai investir os valores repassados: “Obras, obras e obras! Queremos investir na infra-estrutura do município” antecipa.

Grandes debates
Além das mudanças administrativas, o novo presidente do Legislativo propõe modificar o perfil da Casa. “Queremos transformar a Câmara num espaço de grandes debates, onde a população possa discutir os reais problemas da cidade”, diz.

Na prancheta de temas delicados no município Schumacher lista os alagamentos, o transporte público e a questão habitacional. “Vamos propor os debates e trazer para o plenário os governos Federal e Estadual, aqueles que são os responsáveis pela questão, para que junto com a população possamos avançar nestes quesitos”, explica ele.

Fonte: Jonathas Costa / O Alvoradense