Alagamento avança sobre bairro Americana e deixa dezenas de desalojados no bairro | Foto: Jonathas Costa/OA
Alagamento avança sobre bairro Americana e deixa dezenas de desalojados no bairro | Foto: Jonathas Costa/OA

A cada instante que passa e o nível da água sobe nas ruas do bairro Americana, na zona Norte da cidade, cresce também a revolta e indignação dos moradores.

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Atormentados por uma triste rotina de prejuízos que já duram anos, quem vive na região cobra rapidez na solução do problema.

Em 2012 a cidade viveu uma das piores enchentes das últimas décadas. O drama deste ano, no entanto, supera as marcas históricas do ano anterior. Em três dias a água tomou por completo a parte mais baixa do bairro e já bloqueia trechos da avenida Itararé, distante quatro quarteirões das primeiras casas atingidas pela cheia.

Durante a manhã desta terça-feira (27) equipes da assistência social da prefeitura cadastraram os moradores. Eles distribuíram um número de telefone que ficará disponível 24 horas de plantão para atender casos de emergência.

A maioria têm preferido ir para casa de amigos e parentes. Até o início da tarde desta terça-feira, apenas uma família estava no Ginásio Tancredo Neves, onde a prefeitura montou uma estrutura de atendimento aos desalojados.

Quem deixa as casas em sua maioria são mulheres, crianças e idosos. Os homens permanecem nas residências tomadas pelas águas para garantir a segurança do pouco que sobrou. Durante a noite vizinhos têm montado patrulhas para vistoriar a região e evitar saqueadores.

Famílias deixaram o bairro nesta terça-feira rumo à casa de amigos e parentes para aguardar a água baixar | Foto: Jonathas Costa/OA
Famílias deixaram o bairro nesta terça-feira rumo à casa de amigos e parentes para aguardar a água baixar | Foto: Jonathas Costa/OA

Tragédia poderia ser amenizada, dizem moradores
Quem mora no local está revoltado. Segundo eles, órgãos da prefeitura foram avisados com pelo menos três meses de antecedência sobre possíveis cheias.

A solicitação para a limpeza de bueiros e de dragagem do Arroio Feijó não teria sido atendida, garantem. O discurso entre eles é praticamente o mesmo. “Pagamos os impostos em dia e temos isto como retorno. Estamos esquecidos aqui em baixo”, brada um dos moradores, com a água na altura da cintura.

Outro consenso entre eles é sobre a certeza de que a água vai continuar subindo. Após acabar a chuva, o nível da cheia sobe por três dias seguidos, até começar a baixar lentamente. Quem mora nas casas mais próximas do Arroio e do banhado já sabe que não deve conseguir entrar em casa antes da primeira semana de setembro.

Fonte: O Alvoradense