Filme de Bruno Barreto rendeu o troféu Oscarito de melhor atriz para Gloria Pires | Foto: Divulgação / OA
Filme de Bruno Barreto rendeu o troféu Oscarito de melhor atriz para Gloria Pires | Foto: Divulgação / OA

Mais do que uma historia para ser contada, “Flores Raras”, do diretor  Bruno Barreto, conta a historia de amor entre duas mulheres criativas, inteligentes e ousadas, que vivem um romance em meio a cultura efervescente da década de 60.

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A historia de amor entre a paisagista brasileira, Lota de Macedo Soares (Gloria Pires), e a poeta americana, Elizabeth Bishop (Miranda Otto), é mais do que um simples romance atropelado pela ditadura militar e pelo pensamento politico, tão conturbado na época.

Ela relata as dificuldades do caso das duas artistas em uma época conservadora. No longa a homossexualidade é permeada pela arte e principalmente pela poesia de Bishop.

Documentários
Além de Flores Raras, dois documentários devem chamar a atenção de quem frequenta cinema.

“A cidade é uma só?”, do diretor Adirley Queirós, representa muito mais do que um simples relato sobre os vários aspectos da cidade de Brasilia e todas as suas cidades satélites. Em uma narrativa não-linear o diretor é, ao mesmo tempo, narrador e personagem, visto que ele é morador de uma das cidades satélites da capital nacional há 30 anos e conta história de uma desocupação de terreno, que começou em 1969 (Brasília nasce em 1960), e culmina com a mudança, forçada, em 1971.

A história é mais ou menos a mesma de tantas outras desocupações que acontecem nas metrópoles brasileiras. Com  a especulação imobiliária, logo os habitantes, geralmente pessoas de baixa renda, são obrigados a deixar suas casas sob a promessa de transferência para um lugar melhor. Em meio a personagens reais e fictícios, Queirós pretende apresentar outra visão da sede dos poderes nacionais à restante do país.

A cidade é uma só? conta a história de famílias desapropriadas em nome do "progresso" das grandes cidades | Foto: Divulgação/OA
A cidade é uma só? conta a história de famílias desapropriadas em nome do “progresso” das grandes cidades | Foto: Divulgação/OA

Seguindo a onda dos documentários que pretendem levar o público a refletir, o “Renascimento do Parto”, de Erica de Paul e Eduardo Chauvet, propõem uma reflexão sobre os rumos que os nascimentos tem tomado no século XXI.

Com um número de cesarianas que chegou a 52% em 2010, o Brasil é um dos países que mais realiza partos com intervenções cirúrgicas no mundo, superando a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma que o número de partos cirúrgicos não deveria ultrapassar os 15%.

De acordo com pesquisas esse número não condiz com vontade das mulheres, que afirmam preferir o parto natural, e sim com a comodidade do sistema médico e financeiro que regem o nascimento.

Renascimento do Parto propõe debater a melhor maneira para os nascimentos | Foto: Divulgação/OA
Renascimento do Parto propõe debater a melhor maneira para os nascimentos | Foto: Divulgação/OA

Estes três filmes estão sendo muito elogiados pela crítica, mas é opinião do público que mais importa. Programe-se para assistir a algum deles neste final de semana e conte pra nós d’O Alvoradense o que achou.

Fonte: O Alvoradense