Alunos da EMEF Antonio de Godoy acompanharam a sessão / Foto: Mariú Delanhese / OA

A secretária de Educação de Alvorada, Clair Gabana, esteve na sessão da Câmara de Vereadores de terça-feira (19), convocada pela vereadora Professora Nadir Machado (PTB), para prestar esclarecimentos sobre a onda de assaltos nas escolas municipais.

Foram muitas os questionamentos dirigidos à secretária pelos vereadores, além da questão da segurança. Presentes no plenário da Câmara, assessores da Secretaria Municipal de Educação, professores e diretores de escola e alunos da Escola Municipal Antonio de Godoy.

No quesito segurança, Clair lembrou que o caos está em todo o Rio Grande do Sul e que é função do Estado providenciar melhorias neste sentido. Afirmou que quando assumiu a Smed não havia mais o monitoramento nas escolas ou rondas noturnas – citadas pelo vereador Vanio Presa (PMDB) como uma prática surgida no Governo Brum. “Retomamos as rondas com os carros da Mobilidade Urbana em apoio aos da Smed e hoje voltou a ser uma prática na cidade”.

Ela afirmou, contudo, que segue buscando parceria com a Brigada Militar, em conjunto com as direções das escolas, para o bom aproveitamento da Patrulha Escolar. “Afinal a segurança é responsabilidade do Estado”, repetiu a secretária.

Um outra opção apresentada por ela no combate à violência e principalmente à proteção da escola, é “o desafio de trazer a comunidade para dentro das escolas e assim fazer com que todos se apropriem do patrimônio, que na verdade é do bairro”.

Secretária falou aos vereadores na noite de terça / Foto: Mariú Delanhese / OA
Secretária falou aos vereadores na noite de terça / Foto: Mariú Delanhese / OA

Reformas e ampliações
Questionada sobre as diversas reformas e ampliações anunciadas pela Prefeitura de Alvorada nos últimos anos, Clair explicou que a empresa que venceu a licitação para as reformas, apresentou aditivos de custos de quase 90% do valor contratado ao iniciar as obras. “Isso inviabilizou os trabalhos e buscamos meios legais para cancelar esse contrato e poder reiniciar o processo”, esclareceu, salientando ser esse um procedimento demorado.

Clair ainda citou diversos prédios novos que segundo ela foram mal feitos e que agora necessitam de reformas, apesar do pouco tempo de uso. “O que acresce ainda mais custos à Smed”.

No caso específico da Escola Emília de Oliveira, ela esclareceu que a verba destinada por emenda parlamentar era para construção de um novo módulo, contudo o projeto apresentado foi de reforma, o que inviabilizou a execução. “Estamos trabalhando em conjunto com a SPH para corrigir esse erro”.

Quanto a falta de lâmpadas nas escolas ou pequenos reparos, a secretária avaliou como falha administrativa das direções, que recebem verba mensal de R$ 3,00 por aluno e que devem aplicar essa verba na manutenção das escolas. “As vezes é apenas falta de esclarecimento. Não acredito que seja má fé.”

Alunos
A distribuição do kit escolar e dos uniformes, também foi abordada. De acordo com a secretária os materiais escolares estão sendo adquiridos e devem ser distribuídos em breve. Quanto aos uniformes, estão sendo redistribuídas as peças que não foram entregues em 2015 aos novos alunos, e se houver necessidade, a compra de mais uniformes não deverá ser tão dispendiosa.

Gabana comemorou o “acerto do trabalho da Central de Vagas” neste ano, que segundo ela gerou poucos problemas pela distância ou separação de irmãos. “Mas todas essas questões foram solucionadas, quando nos informadas”, salientou.

Já o transporte escolar, ela afirma que segue nos moldes de apenas alguns ônibus escolares em regiões onde não há transporte público regular – como nos caso do Sítio dos Açudes. Assim a maioria dos 1.200 alunos que precisam de transporte, seguem com o passe livre. E, segundo a secretária, apenas 150 necessitam de acompanhantes devido à idade, quando também é estendido o benefício da gratuidade.

EJA
Quanto ao fim da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em algumas escolas municipais, a secretária afirmou que Antônio de Godoy e Paulo Freire apresentavam poucos alunos e o que está sendo redimensionada a estrutura, para melhor atender o município. Neste caso essas duas escolas perderam espaço e foram abertas novas turmas na escola Dom Pedro.

“Temos 280 alunos da EJA frequentando cursos profissionalizantes no Centro de Educação Florestan Fernandes e isso é inovador na educação de jovens e adultos”, comemorou.

Pontos positivos
Por fim, a secretária elencou pontos considerados positivos, como a atenção que Alvorada dá aos alunos da inclusão, muitos deles autistas ou com Síndrome de Down. “Fomos elogiados pela Dra. Luciana, do Ministério Público, pelo trabalho desenvolvido no município”.

Contudo, ela admitiu que há falta de monitores, e garantiu que estão renovando o contrato com os estagiários para garantir que todas as escolas contem com esse atendimento.

“Além disso, todas as escolas contam com orientadores e supervisores, que auxiliam o diretor e seus vice, sendo que alguma ainda tem coordenadores pedagógicos”, informou.

“Para esse ano temos como grande desafio da rede municipal de ensino a aprovação dos alunos, garantindo o real aprendizado”. E para auxiliar, ainda lembrou dos trabalhos desenvolvidos com o laboratório e sala de atividades para os alunos.

“Por 26 anos fui professora em Alvorada, por escolha minha. Essa população é diferente e podemos realizar grandes coisas com a ajuda da comunidade escolar. São muitos os desafios, mas maior ainda é a vontade de realizar grande coisas”.

Fonte: O Alvoradense