Alguns comerciantes acreditam que o movimento de clientes não será afetado | Foto: Mariú Delanhese / OA

Apesar de todos acharem que haverá transtorno para motoristas e pedestres, a opinião do comércio é divergente no que se refere às obras da Corsan na avenida Presidente Getúlio Vargas.

Para Elias Salvador, gerente da Farmácia Associada da parada 49, a circulação de pessoas não deverá ser prejudicada, pois a maioria dos seus clientes “não depende de carros, até porque é proibido estacionar em frente ao estabelecimento. E se for como a obra do gás ocorrida no final de 2015, não acarreta muito transtorno”, compara.

Os pequenos comerciantes do trajeto também acreditam não ser prejudicados, já que contam com a fidelidade de seus clientes. O mesmo caso é da Padaria Zaffanelli, que apesar da dificuldade dos clientes estacionarem, acredita que se o acesso dos pedestres não for prejudicado, o movimento não deva cair muito. “Com a obras do gás foi assim, diminuiu, mas rapidamente tudo voltou ao normal”, conta a gerente Karina da Silva.

Opinião diferente tem o gerente da Redlar localizada no número 2573 da avenida. Joel Holz percebe uma queda no movimento, porque os carros já não conseguem acessar facilmente a loja logo no primeiro dia de trabalhos, mesmo com a calçada ainda livre. “Estamos em período de crise financeira e uma obra desse vulto pode agravar a situação do comércio como o nosso. Mas, se realmente trouxer benefícios para a cidade, sem jogos de interesse, acredito ser válido”.

Contudo, o comércio mais prejudicado neste primeiro dia foi justamente o da calçada contrária à obra. Logo nas primeiras horas da manhã foi estendida uma fita de segurança, isolando a calçada na quadra entre as ruas Icaraí e Dr. João Inácio. “Não entendemos o porque, pois a obra é do outro lado da rua. Mas o resultado foi que não entrou nenhum cliente até o meio dia”, conta Vera Matos, da Relojoaria Matos.

Fonte: Mariú Delanhese / O Alvoradense