Foto: Jonathas Costa / Arquivo / OA

A terceira sessão de julgamento na Comarca de Alvorada, após suspensão dos trabalhos do Tribunal do Júri em decorrência da pandemia, condenou a 29 anos e seis meses de prisão o acusado de sequestrar uma mulher, estuprá-la e tentar matá-la.

Além da prisão, ele ainda terá que pagar indenização de R$ 20 mil por danos materiais sofridos pela vítima. Nenhum dos envolvidos teve o nome revelado.

Quantos ao julgamentos na Comarca de Alvorada, estão previstas outras sete sessões para outubro, todas relativas a réus presos.

Crime

O crime ocorreu em junho de 2017, quando a mulher, que caminhava nas imediações da parada 67 de Gravataí, foi abordada por um homem em carro. Ele a ameaçou com uma arma de fogo e a obrigou a entrar no veículo, onde a amarrou, cobriu sua cabeça e a levou a uma casa abandonada no Distrito Industrial de Alvorada.

Em cárcere privado ele abusou sexualmente da vítima, filmou tudo em um telefone celular, e depois tentou a matar enforcada, por duas vezes. Desesperada ela roeu as cordas que a prendiam, chegando a quebrar alguns dentes e conseguiu fugir e pedir socorro ao caseiro de um depósito próximo.

O trabalho de investigação policial chegou ao acusado 25 dias após o crime. Foram verificados todos os veículos registrados na cidade com a mesma marca e cor usado pelo estuprador. Assim, chegaram ao criminoso através do retrato falado feito pela vítima e cruzando com a foto de proprietários.Ele estava escondido em sua casa, no bairro Bonsucesso, em Gravataí.

Por fim, exames de corpo de delito e coleta de material genético permitiram incriminar o homem que agora foi julgado e condenado.