Dias de frio lotam os atendimentos das emergências | Foto: Samuel Silveira/Arquivo OA
Dias de frio lotam os atendimentos das emergências | Foto: Samuel Silveira/Arquivo OA

Com as temperaturas mais baixas o número de casos de doenças respiratórias nas crianças se torna mais frequente deixando pais preocupados e emergências lotadas entre os meses de julho e setembro.

O que muita gente não sabe é que grande parte dos casos pode ser resolvido nos consultórios ou postos evitando a necessidade de expor os pequenos às emergências de hospitais.

De acordo com especialistas algumas das principais consultas nas emergências são de crianças que não precisariam ir até os hospitais.

A orientação é que o caminho do hospital só deve ser tomado quando a criança apresentar algum tipo de dificuldade respiratória, como falta de ar. Os pais devem observar o tórax da criança e verificar se ela faz muita força para conseguir respirar.

Sintomas como febre e tosse podem ser avaliados nos postos de saúde e/ou consultórios em quase todos os casos. Bebês abaixo dos três meses que apresentarem febre alta devem ser levados ao hospital para avaliação por serem muito jovens, eles correm o risco de contrair uma infecção bacteriana mais seria. Outro sintoma perigoso é quando o recém-nascido fica com a boca ou o rosto da cor roxa.

Segundo o presidente do Comitê de Pneumologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Leonardo Araújo Pinto não há motivo para que os pais corram para as emergências ao primeiro sinal de resfriado dos pequenos “o pediatra vai avaliar o estado da criança no consultório.

Se for algum problema mais sério, o próprio médico vai encaminhar para o hospital. Os pais ficam com medo de que seja algo grave, mas essa prática acaba superlotando as emergências sem necessidade”, destaca.

Encaminhar as crianças a consultórios para o tratamento de gripes e resfriados não só auxilia os hospitais, com emergências menos lotadas como agiliza o tratamento do menor que não precisará aguardar horas para obter atendimento.

Práticas podem impedir a ocorrência de problemas respiratórios nos pequenos:

– Se possível evitar que crianças menores de dois anos frequentem creches ou escolinhas durante o inverno. Se não for possível deixar os pequenos em casa certifique-se de que a criança fica aquecida principalmente no trajeto da escola para a casa.

– Evitar contato das crianças com pessoas gripadas ou resfriadas. O que é uma simples gripe para um adulto pode ser uma doença seria para uma criança pequena

– Orientar todos que tenham contato com a criança a lavar as mãos e limpá-las com álcool gel várias vezes por dia. Proteger a boca quando tossir ou espirrar. Os pais, quando estiverem doentes devem se proteger com máscaras.

– Até os seis meses de vida o único alimento para o bebê deve ser o leite materno. Essa prática é muito importante para o desenvolvimento do bebê e também auxilia a afastar as doenças respiratórias.

– Consultas regulares com o pediatra

– Crianças que tenham asma ou rinite alérgica podem realizar tratamentos preventivos durante o inverno, quando as crises são mais frequentes.

Fonte: O Alvoradense