Era de Alvorada homem que fez família refém em SC

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Foto: Divulgação / OA

Foi divulgada a identidade do homem que fez uma família refém no Balneário Gaivota / SC, por mais de 10 horas no início do mês e acabou morto pela polícia. C.A.J., 28 anos, era natural de Alvorada, onde possui familiares.

Ele invadiu a casa do ex-patrão e manteve a esposa (36 anos) e os três filhos do casal (de quatro, 15 e 16 anos) reféns. Conforme a vítima, ele pulou o muro e entrou pelo quarto do casal, onde ela estava dormindo.  E ao mesmo tempo que ameaçava os reféns, pedia desculpas, repetindo que só sairia do local morto.

A família é proprietária de uma construtora da cidade, e o havia contratado como servente de pedreiro logo que chegou ao município, há cerca de quatro meses. Logo depois, o ele decidiu voltar a Alvorada. Contudo, no início de julho reapareceu pedindo para retornar ao emprego. Como apresentou baixo rendimento no serviço, foi dispensado no domingo (04).

No dia seguinte, segunda (05), cometeu o crime. Ainda segundo a vítima, ele declarou durante o sequestro que sofria de depressão e que já havia tentado o suicídio diversas vezes.

Ele chegou a conversar com familiares durante as 10 horas em que durou o sequestro. Em tom de despedida, mandou recados para a mãe e o filho de 10 anos, repetindo que “a decisão estava tomada”.

Após negociação com a polícia, o sequestrador liberou os reféns um a um e antes de soltar a mulher, disse que não queria que ela o visse morrendo. Ela tentou convencê-lo a se entregar, sair junto com ela, mas não aceitou.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Luiz Otavio Pohlman, após a liberação da última vítima, os policiais iniciaram o processo de rendição. Durante as tentativas de negociação, foram usados mecanismos como bombas de efeito moral, mas ele acabou atacando os PMs e foi baleado, não resistindo ao ferimento.

O delegado catarinense afirma que, em um primeiro momento, “resta evidente a legítima defesa”, mas que um inquérito policial foi aberto para apurar o caso. As motivações para Amaral ter sequestrado a família ainda não estão claras, pois ele não exigiu o emprego de volta ou cobrou resgate.