São várias as atividades evolvendo os ocupantes durante o dia / Foto: Mariú Delanhese / OA

Desde segunda-feira (23), alunos da Brigadeiro Sampaio, localizada no bairro Cedro, ocuparam aquela Escola Estadual de Ensino Fundamental. O objetivo do movimento é, não só o apoio aos professores em greve, como também a busca de melhores condições à comunidade escolar.

A ocupação inicialmente organizada pelas alunas Laura Becker, Crislaine Michele Padilha Machado, Maria Eduarda e Lohany Porto, todas com 14 anos, foi conquistando as turmas do 5º ao 9º ano. Conforme Laura, a adesão maior é no período da manhã, onde estão os alunos mais velhos. “Pelos contatos que temos com outras escolas do Estado, parece que a nossa, além de ser a primeira ocupada de Alvorada, também é a única promovida por alunos do Fundamental”, avalia a aluna.

Os pedidos vão desde a troca de telhas e vidros quebrados, até melhorias no pátio e na quadra de esportes. “Quando chove muito entra água nas salas de aula e também na biblioteca, molhando livros e equipamentos”, denunciam as alunas.

Outro pedido é com relação ao refeitório, pequeno para todas as turmas; sala de vídeo e laboratório de informática que são no mesmo ambiente, entre outros.

Atividades e organização
Muito organizados, os ocupantes se dividiram em grupos de ação e promovem atividades diversas. No primeiro dia, os alunos participaram de uma oficina de percussão com o grupo Nação Periférica, que ensaia na Escola Brigadeiro.

Já na manhã desta terça-feira (24), Évellyn Abreu, ativista do Junt@s, palestrou sobre Grêmio Estudantil e protagonismo feminino.

Outra ação foi a busca de apoio dos pais, para que o movimento possa ser encarado com mais seriedade e as reivindicações atendidas. Para a quarta-feira, que será o último dia da semana devido ao feriado na quinta e sexta, uma mãe de aluno vai promover um bate-papo de conscientização com os outros pais, buscando maior apoio.

Alunos tiveram oficina do grupo Nação Periférica / Foto: Divulgação / OA
Alunos tiveram oficina do grupo Nação Periférica / Foto: Divulgação / OA

Direção
A ocupação é considerada pacífica pelo diretor da escola, professor Otto Junior Maia Hoernig. “Os alunos têm o direito de apoiar os professores e também fazer reivindicações para a escola. Enquanto tudo transcorrer com tranquilidade, a direção não intervém”, declara Otto.

Ele chama a atenção para a idade dos alunos mobilizados e a organização promovida por eles. “Como é uma escola de Ensino Fundamental, permanecem durante todo o dia e retornam para suas casas ao final do horário letivo”, esclarece.

Na segunda-feira (30), retorno do feriadão, haverá nova assembleia entre alunos para decidir a continuidade da ocupação. Dependendo do encaminhamento das reivindicações, o movimento pode se estender por tempo indeterminado.

Fonte: O Alvoradense