Foto: Arquivo Pessoal / OA

Após extenso trabalho de orientação, adaptações e grande expectativa, as escolas privadas de Educação Infantil, que atendem crianças de 0 a 3 anos de idade, poderão retornar às suas atividades na segunda-feira (26).

O Decreto Municipal que as autoriza é o 142, sendo que as conveniadas, pelo decreto 143, poderão reabrir a partir de 3 de novembro. No total são 29 escolas privadas e 16 conveniadas registradas pela Smed.

Contudo, o caminho foi longo até chegar a este ponto. Conforme membros do Centro de Operações de Emergência em Saúde para a Educação (COE) Municipal, o trabalho que possibilitou a abertura das escolas está sendo desenvolvido desde julho. “Todas as unidades que entraram em contato com a Vigilância Sanitária do município pedindo inspeção, passaram a receber nossas visitas”, conta Valéria Goulart, membro do COE representando a Smed.

As supervisões serviram não só para verificar as condições das escolas, como também sugerir alternativas e orientar quanto às adequações que podem ser aplicadas para atender as normas do protocolo sanitário. O trabalho de campo foi encerrado nesta sexta-feira (23) e na segunda-feira as escolas poderão abrir suas portas com segurança para alunos, familiares, professores e funcionários.

A professora Olga Nunes, também membro do COE pela Smed, ressaltou que a Secretaria Municipal de Saúde disponibilizou testagem a todos os profissionais, tanto o teste rápido como o PCR e que, após o início das aulas, seguem as visitas do COE e da Vigilância Sanitária.

Lembrou ainda, que as escolas passam a contar com o COE local, formado por uma representante da comunidade, a diretora, uma pessoa da higienização e alguém ligado à área da saúde.

Como lema de trabalho, as duas representantes da Smed repetem a frase: “Nunca tantos dependeram de tão poucos”, enquanto comemoram o primeiro passo para um retorno seguro da Educação Infantil às aulas.

Abelhinhas

Priscila Rodrigues, diretora do Espaço de Recreação Infantil Abelhinhas diz estar ansiosa com o retorna das crianças. “Algumas delas estavam deprimidas, e muitas vezes tivemos que promover uma interação entre eles, com videochamadas, porque os pequenos sentiam falta dos coleguinhas”.

Ele comenta que muitas das medidas exigidas no protocolo sanitário já eram seguidas pela escola, como o propé (espécie de touca descartável para os calçados), principalmente no ambiente dos bebês; rodizio de ocupação no refeitório; touca descartável e luvas pelos profissionais; uso de álcool em gel, sabonete líquido, toalha de papel…

A grande novidade é o cuidado em cumprir o distanciamento entre as crianças, a troca de calçados ao chegar, dando preferência aos do tipo “crock”, mais fácil de higienizar, e os brinquedos que devem ser trazidos de casa, de materiais que possam ser limpos com álcool tanto na escola, como pelas famílias.

“Passamos pela inspeção da Vigilância Sanitária em setembro e agora pela visita do COE. Nossos professores e funcionários foram todos testados e a expectativa agora é que chegue a segunda-feira”, comemora Priscila.

Adepeia

Priscila é secretária da Associação das Escolas Privadas de Educação Infantil de Alvorada (Adepeia), um grupo de diretoras de escolas que tem como presidente Laura Andrade.

O objetivo é mudar o cenário da Educação Infantil em Alvorada que ainda é vista como serviço não essencial, apenas de cuidadores de crianças.

Querem buscar, coletivamente, parcerias, convênio… por uma educação melhor. Principalmente neste momento de pandemia, as diretoras sentiram a falta de apoio, seja financeiro ou orientação por parte de autoridades e acabaram se ajudando mutuamente.

COE Municipal

O COE Municipal é o órgão que acompanha e define estratégias de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus com base na evolução de seu quadro epidemiológico, visando adotar e fixar medidas de saúde pública, necessárias ao combate, prevenção, controle de contágio, e ainda o tratamento dos afetados.

É composto por representantes das Secretarias Municipais de Saúde, Educação, Geral de Governo e Trabalho, Assistência Social e Cidadania e das escolas privadas e municipais.

Na linha de frente, estão atuando as professoras Valéria Goulart da Silva e Olga Dirlei Nunes, da Smed; pela Saúde, Neusa Regina Donato e Evelise Machado; Clarisse dos Santos Binsfeld, das escolas privadas e a nutricionista Ana Lúcia Czerny.