Esquema pode ter desviado até R$ 3 milhões durante mais de 30 meses de atuação | Foto: CCS /Divulgação/OA
Esquema pode ter desviado até R$ 3 milhões durante mais de 30 meses de atuação | Foto: CCS /Divulgação/OA

A Promotoria de Justiça do Ministério Público em Alvorada deve receber nesta terça-feira (22) documentos que apontam para uma fraude milionária nos cofres da prefeitura.

O esquema foi descoberto em setembro deste ano por funcionários da Secretaria da Fazenda. Noventa ex-servidores da prefeitura recebiam indevidamente vale-alimentação todos os meses desde.

Segundo divulgou a prefeitura, a fraude ocorria desde o início de 2012 e se estendeu até agosto deste ano. Uma fonte ouvida pel’O Alvoradense, no entanto, diz que o caso teria começado ainda em 2011.

Além da ilegalidade do recebimento, o valor do benefício chegava a R$ 500 por funcionário, quase três vezes mais do que um servidor comum.

De acordo a apuração preliminar realizada pela prefeitura, não há certeza sobre quem eram os reis beneficiários do esquema. Sabe-se, no entanto, que muitos nomes eram utilizados de maneira indevida.

O próprio atual secretário de Administração, Ramiro Passos, estava na lista dos repasses, mesmo nunca tendo solicitado o cartão de vale-alimentação. O nome dele só foi retirado da lista no início do ano, quando foi nomeado secretário.

A liberação do pagamento ocorria após o envio de um e-mail para a empresa responsável pela administração do benefício, a Green Card. Após o envio da lista correta de servidores, uma nova relação complementar era repassada para a empresa, que realizava os depósitos.

Ao RBS Notícias, Passos afirmou que os e-mails utilizados não eram os funcionais da prefeitura e continham indevidamente, ora o nome da ex-diretora da Folha de Pagamento do Departamento de Recursos Humanos da Prefeitura, ora do atual diretor.

Na sexta-feira da semana passada, a documentação foi encaminhada pelo governo municipal para o Ministério Público de Contas. Um Processo Administrativo Disciplinar foi aberto para apurar o caso.

Os valores desviados já apurados somam R$ 1,5 milhão, mas ainda de acordo com a fonte, o valor pode chegar há R$ 3 milhões. Quase que a totalidade do montante era gasto em um mesmo hipermercado.

Segundo apurou O Alvoradense, uma gravação em vídeo deve ser entregue para a promotoria nos próximos dias. No material, do qual o jornal tomou conhecimento do teor, um servidor da prefeitura descreve como funcionava o esquema e nomeia possíveis responsáveis.

Fonte: O Alvoradense