Quando surgiram as oficinas de música na escola Normélio de Barcelos, no Umbu, não era possível imaginar que nascia ali um importante grupo de percussão, o Nação Periférica.

Ao longo de 10 anos o grupo cresceu, saiu de Alvorada em busca de experiências com o Olodum, da Bahia, e o AfroReggae, do Rio de Janeiro, e agora quer alçar voos mais altos. A coordenadora Marizeti Castagna, a “tia Mari” pretende que o Nação desempenhe papel social. Para tanto, conta com a assessoria de Daniel Camilo, um carioca que traz do AfroReggae a experiência em ações com a comunidade.

Além das oficinas de música, a intenção é oferecer atividades que atraiam jovens e suas famílias. O objetivo é espelhado na experiência de Mari, que levou a filha Haudri para o projeto. Ela ficou encantada, se integrou e foi em busca de uniforme, parcerias, doação de instrumentos musicais e voluntários para as oficinas. O ano era 2009 e havia espaço para aulas de violino, cavaquinho, violão e violoncelo.

Apesar da falta de apoio e consequente perda dos voluntários, foram em frente, até que no final de 2015 a direção da Escola Gentil Machado de Godoy, onde o grupo vinha ensaiando, pediu o espaço. Mari levou o equipamento para casa e procurou uma parceria que “comprasse” a ideia de ação social.

Entrou em contato com o ex-Nação, Leonardo Perroni, professor na Escola Brigadeiro Sampaio. Marcou reunião, apresentou o projeto e o diretor Fabiano Soria Vaz firmou a parceria, contratando um dos membros do grupo como oficineiro.

Hoje o Nação Periférica conta com bloco de 11 integrantes, que se prepara para iniciar as oficinas em agosto, para 50 inscritos.

Parcerias e futuro
Além de capacitações no Olodum e AfroReggae, há parceria com a Escola de Artes da Ufrgs para cursos e no Carnaval com a equipe do setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde. Contudo, o grande parceiro e padrinho é o empresário Vladimir Kuse, da Automasafety.

Em 14 de julho, o grupo foi convidado a se apresentar no Theatro São Pedro. Lá, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Carlos Beyrodt Paiva Neto, ficou impressionado com o trabalho, lamentou a falta de apoio e afirmou que “há verbas disponíveis para esse tipo de iniciativa no MinC”

Fonte: O Alvoradense