Confusão ocorreu no posto de combustíveis ao lado da loja | Foto: Jonathas Costa / OA

A operação policial que impediu que três criminosos deixassem a loja Lebes com reféns após um assalto no fim da tarde de terça-feira (13) – e que terminou com a morte dos membros da quadrilha – também chegou a deter um quarto homem que inicialmente foi classificado como comparsa dos ladrões. Tratava-se de Rodolfo Basso. Ele é técnico de enfermagem, tem 27 anos e concedeu entrevista ao jornal O Alvoradense nesta sexta.

Segundo conta Rodolfo, naquela tarde ele foi até um laboratório localizado na rua Elpídio Corrêa da Silveira onde estacionou o carro. Quando chegou ao local ouviu os primeiros tiros, que logo cessaram. “Pensei que se tratava de um assalto a carro e como os tiros pararam e sou técnico em enfermagem, resolvi ir até a esquina ver o que tinha acontecido”, relata.

Quando se aproximou do posto de combustíveis localizado ao lado da loja Lebes, contudo, os três criminosos armados e fazendo um policial militar à paisana de refém vieram em sua direção. Logo atrás estavam os primeiros policiais que entraram em confronto com os bandidos. Rodolfo conta que para fugir dos tiros correu em direção ao lava jato do posto e se abrigou dentro do buraco que existe no chão para a lavagem dos veículos.

Após os três bandidos serem mortos, os policiais vasculharam o local e encontraram Rodolfo escondido. “A Brigada tirou do meu bolso (meu celular e as chaves do carro), colocaram em cima de mim, apontaram as armas e não gostaram de como eu tremia e gaguejava”, relembra.

Segundo conta, ele foi algemado e ficou por cerca de 30 minutos deitado no chão. Neste momento, na sua avaliação, houve truculência por parte de pelo menos um dos policiais. Ele também relatou que até que a confusão fosse desfeita, populares que começaram a se aglomerar na volta pediam para que os policiais batessem ou matassem ele.

Após pedirem seus documentos, Rodolfo pode contar a sua versão e explicar o que fazia ali. Como não tinha passagem pelo polícia, seu veículo estava em seu nome e tudo o que contou pode ser comprovado, acabou liberado e voltou para a casa de táxi. O celular e as chaves, contudo, acabaram se perdendo no local.

“Em meio à confusão toda eles perderam o controle, pois eu estava no chão, já tinha sido revistado, meus pertences estavam em cima de mim, minha carteira no bolso e eu dizendo que não era bandido, mas por um deles não ter ido com a minha cara, ele me julgou na hora”, avalia.

Mesmo com todo o tumulto, Rodolfo elogiou a ação policial que acabou com a morte dos três bandidos. “Eu parabenizo a Brigada como um todo”, reiterou ele diversas vezes. “Já comprei um celular, a chave do carro eu vou mandar fazer e o resto vai ficar assim.”

Fonte: O Alvoradense