Major Couto aponta no mapa locais com maior ocorrência de homicídios em Alvorada | Foto: Jonathas Costa / OA

Uma nova metodologia da Secretaria de Segurança Pública do Estado deve impactar consideravelmente nas estatísticas de casos de homicídios em Alvorada.

Desde o início do ano, através da delegacia da Polícia Civil especializada em investigar exclusivamente casos desta natureza, o número de vítimas baleadas no município mas que acabam falecendo em hospitais da região Metropolitana não mais são incluídos nos índices destas cidades, mas sim nos de Alvorada. Na prática, antes da reformulação, Alvorada ficava apenas com a ocorrência de homicídio tentado, e não o consumado.

A mudança já tem impactado nas estatísticas deste primeiro semestre, o que fez aumentar o número de mortes na cidade em 70%. Foram 80 mortes entre janeiro e junho deste ano, contra 47 registradas no mesmo período de 2013.

Se a nova metodologia não estivesse em funcionamento, o crescimento do índice seria de 44%, já que o número de ocorrências no primeiro semestre de 2014 teria ficado em 68. Em média, a cada mês três falecimentos foram registrados nos hospitais de Porto Alegre de vítimas transferidas de Alvorada.

Para o major Marcelo Couto, à frente do 24º Batalhão da Brigada Militar, apesar da nova forma em se calcular as estáticas de homicídio causar um crescimento espantoso dos índices, a mudança é bem-vinda. “Assim temos como realizar um levantamento real da criminalidade em Alvorada, sem qualquer tipo de mascaramento”, avalia.

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Zona Norte campeã de ocorrências
Os dados da Brigada Militar apontam os bairros Umbu e Salomé, ambos na zona Norte da cidade, como os locais com a maior incidência de homicídios na cidade. O mapa fixado no mural da corporação, com todos os locais das ocorrências expõe justamente esta realidade.

Para Couto, este é mais um dos motivos que reforçam a necessidade da instalação da 1ª Companhia da Brigada na região do bairro Salomé. O projeto está em tramitação desde o ano passado pela corporação. O local onde funcionará a unidade já está definido desde fevereiro. Será na rua Tupã, ao lado do campo Palmeirinhas, em um prédio que foi construído no final da década de 1990 para ser utilizado pela própria Brigada Militar. Na primeira metade dos anos 2000, no entanto, as companhias da BM foram desativadas na cidade e desde então a estrutura permaneceu fechada.

O projeto de reativação da companhia depende de parcerias com a iniciativa privada. Um primeiro orçamento elaborado estimou em R$ 70 mil o valor da reforma no prédio. A Associação Comercial e Industrial de Alvorada (Acial) tem contribuído na busca de orçamentos mais enxutos.

Quando inaugurada, a Companhia deverá atender aos moradores dos bairros Umbu, Salomé, Maria Regina e Campos Verdes.

Local da 1ª Companhia da BM já está definido, mas falta verba | Foto: CCS/OA
Local da 1ª Companhia da BM já está definido, mas falta verba | Foto: CCS/OA

Fonte: Jonathas Costa / O Alvoradense