Liliane de Souza comentou sobre o caso na manhã desta segunda-feira | Foto: Samuel Silveira / OA

A diretora da escola Novo Horizonte, Liliane de Souza, reconheceu nesta segunda-feira que a instituição falhou em permitir a saída da aluna do nono ano em horário de aula na sexta-feira.

A garota acabou fugindo com o professor de geografia da instituição e voltou para casa no domingo pela manhã. “O erro foi imperdoável, ela não poderia ter saído em horário de aula”, disse Liliane.

Parentes e amigos da aluna realizaram um protesto em frente a escola hoje pela manhã. “Tudo começou ali dentro, em baixo dos olhos da direção”, afirmou a avó da adolescente. Segundo ela, sua neta chora a todo o momento e não quer mais voltar a estudar.

O companheiro da avó da adolescente afirmou ainda que alunas já haviam reclamado do comportamento do professor em outras escolas. Henrique Rodrigues, que tem 46 anos, da aula em outras duas escolas públicas de Alvorada. Segundo Liliane, ele também teria pedido demissão das outras instituições na semana passada.

Para a direção da escola, o caso foi um erro isolado. “Ela era aluna exemplar e participativa, temos um enorme carinho por ela”, disse a diretora. O funcionário que permitiu a saída da aluna fora do horário permitido foi demitido na sexta-feira.

Parentes e amigos da aluna realizaram uma manifestação em frente a escola na manhã desta segunda-feira | Foto: Samuel Silveira / OA

Fim do mistério
O desaparecimento de professor e aluna durou três dias. Henrique entregou a menina na casa da família por volta das 11 horas do domingo. Familiares acabaram agredindo fisicamente o professor. A polícia foi acionada e Henrique foi encaminhado para o hospital para realizar o exame de corpo e delito.

Em depoimento de quase duas horas na 1ª Delegacia de Polícia de Alvorada, a aluna afirmou que ambos passaram as noites conversando e garantiu que não houve qualquer abuso por parte do homem. Uma professora teria flagrado um beijo entre aluna e professor semanas antes. “Foi um ato consentido pela menina. A fuga foi decidida quando o pai e a mulher do professor tomaram consciência do que havia ocorrido”, explica o delegado Newton Martins de Souza Filho. Quando o homem decidiu fugir “ela disse a ele que iria partir também, pois não queria aguentar tudo sozinha”, comenta Souza.

Após colher o depoimento, o delegado afirmou que não seria possível efetuar a prisão de Henrique com os elementos de que dispunha: “Ela afirma que a fuga foi consensual”, disse. As hipóteses de sequestro e estupro foram descartadas, já que a adolescente confirmou consentimento e tem mais de 14 anos.

Ambos planejavam fugir para Santa Catarina, mas se arrependeram. Ao longo dos dois dias em que ficaram longe, eles teriam passado por cidades da Serra gaúcha.

Fonte: O Alvoradense