D’Ale voltou a jogar e por centímetros não alterou o placar no segundo tempo | Foto: Alexandre Lops / Inter / OA

Nem parecia o mesmo Inter das primeiras rodadas. Jogando em casa, a apatia da equipe era algo irreconhecível. Nos primeiros 20 minutos, o colorado não chegou nem perto da área de Jefferson.

Era para ser diferente, já que os “selecionáveis“ Damião, Oscar e Guiñazu estavam de volta. O meio campo ideal de Dorival, com o menino Oscar e o argentino D‘Alessandro pôde entrar em campo.

Aos 30 minutos do primeiro tempo, em uma das primeiras chegadas do colorado ao ataque, Oscar foi lançado por Guiñazu, cruzou para a área e Damião, de cabeça, largou no pé de Dagoberto. O atacante aproveitou e abriu o placar. 1 a 0 para o Inter. Parecia que o time ia melhorar em campo, afinal, ter a vantagem já é um bom caminho. Mas não foi o que aconteceu. A torcida, já impaciente, que antes cantava, começou a vaiar. E, no segundo tempo, o Inter voltou com menos vontade ainda.

Na etapa final, Índio cometeu falta bem na entrada da área, os botafoguenses pediram pênalti, mas o árbitro deu falta. Depois de cobrada a falta, Vítor Júnior pegou pela direita e cruzou para Andrezinho, ex-Inter, mandar para o fundo das redes, de fora da área. Era o empate botafoguense.
E o Inter não reagiu. Acabou levando a virada.

O time carioca ganhou um escanteio. Andrezinho foi cobrar, a bandeira ficava se dobrando, ele brigou, brigou, mas ajeitou a bandeirinha de escanteio. E cobrou.Para nenhum defensor subir, só Fellype Gabriel, que anulou Muriel e completou a virada. 2 a 1.

Muitas vaias da torcida. O alvo foi Dorival Jr., que ouviu gritos de “burro“ vindos da arquibancada.

 

Fonte: Laura Toscani / O Alvoradense