Foto: Anselmo Cunha / PMPA / OA

Após implementar diversas medidas de flexibilização nas restrições de funcionamento das atividades comerciais na Capital, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., anunciou no início da noite desta sexta-feira (12) que a cidade vai recuar no relaxamento.

A cidade teve crescimento expressivo de casos confirmados da Covid-19. O último boletim epidemiológico confirmou que o total de infectados chegou a 2.082, e outros 4.914 exames estão em análise. As mortes na Capital somam 51.

Entre as mudanças está a volta da proibição de funcionamento de shoppings e centros comerciais. Lojas cujo faturamento é igual ou superior a R$ 360 mil/mês também deverão ser fechados. Da mesma maneira, haverá limitação no horário de funcionamento de bares e restaurantes e as academias só poderão receber um aluno por vez. 

Nesta sexta-feira, os hospitais de Porto Alegre registraram 66 leitos de UTI ocupados por pacientes portadores do novo coronavírus – além de outros 104 nas enfermarias. Ontem o índice de internações chegou a 69, o maior desde o início da pandemia. Há uma semana, haviam 46 pacientes na UTI. 

Indústria e a construção civil não devem ser afetadas por novas restrições. Os dois setores respondem por 5% da mão de obra na Capital.

Marchezan destaca que a decisão é de natureza preventiva. “É pensando no futuro, uma espécie de trava de segurança para diminuir a velocidade de crescimento da demanda por leitos de UTI e uma precaução para que possamos continuar com a estrutura de saúde disponível para quem precisar de atendimento”, explica o prefeito.

“Iniciamos as medidas de distanciamento social em 16 de março, e este tempo foi muito importante para organizar e estruturar a gestão hospitalar de forma integrada”, acrescenta.

Desde o início da pandemia, a situação epidemiológica da Capital é analisada diariamente pela prefeitura, que adotou como dado-referência o número de pacientes testados positivos para coronavírus em UTIs. O objetivo é manter ajustadas as regras de distanciamento e convivência social de modo a evitar que, no futuro, a demanda de saúde extrapole a capacidade de atendimento da rede hospitalar.