Após 15 dias de greve, diversas tentativas de acordo entre rodoviários e empresários, ficou para a Justiça determinar o dissídio dos trabalhadores. O julgamento ocorre no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, na Seção de Dissídios de Coletivos (SDC). O dissídio foi ajuizado pelo Ministério Público do Trabalho em 6 de fevereiro, após quatro tentativas de acordo fracassarem.

Na última sexta-feira (14), o Tribunal aceitou solicitação da comissão de negociação dos rodoviários para que fossem anexadas 52 cláusulas trabalhistas às 65 encaminhadas à corte pelo Sindicato da categoria. Assim o julgamento levará em conta o total de 117 questões e não apenas parte delas.

Segundo o líder de negociação dos rodoviários, Alceu Weber, esta é apenas uma etapa da disputa. “Tem muita coisa pela frente a ser tratada. Nem tudo se resolve hoje. Este é o primeiro tiro”, comentou. Weber considera que as disputas podem ir até Brasília, onde fica o Tribunal Superior do Trabalho (TST). “A categoria pode quebrar os pratos depois do que for decidido no dissídio. Parece-me que o sindicato não está muito a fim de representar a categoria”, afirmou.

Com o impasse, a população porto-alegrense, corre o risco de ficar sem ônibus novamente. Entre os dias 27 de janeiro e 10 de fevereiro, os rodoviários se negaram a colocar a frota nas ruas. Com isso, a cidade se viu refém da briga entre trabalhadores e empresários de ônibus, ficando à mercê de lotações, vans escolares e coletivos alternativos.

Fonte: Correio do Povo