Conforme delegado Mauricio Barcellos apenas a perícia vai esclarecer essa diferença entre os calibres | Foto: Samuel Silveira / OA

A pistola apresentada pelo brigadiano suspeito de ter atirado contra o policial civil Marcos Kiefer, de 45 anos, não foi a utilizada no crime. A confirmação veio nesta sexta-feira (20), com o resultado do laudo pericial solicitado pelo delegado Maurício Barcellos.

Titular da 1ª Delegacia de Polícia de Alvorada e responsável pelas investigações do caso, Barcellos havia solicitado o laudo após perceber que as perfurações no corpo da vítima condiziam com uma pistola 9mm. A arma entregue pelo brigadiano, no entanto, era uma pistola .380.

O laudo pericial também apontou que a arma não foi adaptada para uso de balas 9mm. A hipótese já havia sido levantada pelo delegado.

Na próxima semana o sargento da Brigada Militar, que é lotado em Porto Alegre, será ouvido novamente para que a polícia possa concluir o inquérito e apontar as causas que levaram o policial a disparar contra Marcos.

Entenda o caso
Um policial civil morreu após ser atingido por um disparo em frente ao Hospital de Alvorada na madrugada do dia 8 de dezembro. Marcos estava junto com outros três colegas, investigando o assassinato de um vigilante ocorrido no sábado (07) na Vila Nova Dique, zona Norte da Capital, quando foram informados por dois policiais militares à paisana que o suspeito de ter efetuado os disparos estaria a caminho do Hospital de Alvorada.

Quando a ambulância que trazia o suspeito chegou ao hospital, os dois policiais militares começaram um desentendimento com familiares do suspeito. No meio da confusão, o policial foi atingido e morreu no local. O brigadiano se apresentou na DP no dia seguinte.

Fonte: O Alvoradense / Com informações da Rádio Guaíba