Grupo de ambulantes garante que quer pagar pela luz, mas não reconhece legitimidade de associação criada pelo outro grupo | Foto: Jonathas Costa / OA

Um projeto da prefeitura pôs em lado opostos dois grupos de vendedores das praças João Goulart e Leonel Brizola, ambas na 48. A legalização da energia elétrica utilizada por eles tem gerado divergência.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SMDE), para que o grupo tenha luz nos carrinhos e paguem separadamente por ela, uma associação deve ser criada com representatividade de todos os ambulantes. É justamente neste ponto que há o conflito.

Parte do grupo criou a Associação dos Vendedores Ambulantes de Alvorada (Ava). Segundo o presidente da entidade, Carlos Montanha, houve o recolhimento de uma quantia de cada sócio para o pagamento dos encargos da criação da associação e para a instalação dos equipamentos. “Hoje 90% da obra está concluída, mas a prefeitura embargou”, diz Montanha.

Como outro grupo de vendedores optou por não entrar na Ava, a prefeitura solicitou que a obra fosse paralisada até o surgimento de um consenso.

Um dos ambulantes que não aderiram à associação, Maurício Monaco diz que os nomes de seus colegas de trabalho foram utilizados sem o seu consentimento para criticar a prefeitura, posição da qual não concorda. “Não é verdade que estamos revoltados com o prefeito. Muito temos que agradecer a administração municipal”, avalia Monaco. Ele e outros 12 ambulantes entregaram um ofício para a secretária de Desenvolvimento Econômico Jussara Mendes onde reiteram o interesse em legalizar o uso da luz, mas reforçam que não reconhecem a representatividade da Ava.

Jussara Mendes pondera que é preciso buscar uma alternativa que solucione o impasse. “Eu preciso de um CNPJ para repassar a CEEE para que a luz seja distribuída entre os comerciantes, sem isso não há como legalizar a situação deles”, pondera Jussara ao reafirmar que a prefeitura contará com apenas uma entidade.

Tanto Montanha como Maurício apontam para a criação de uma segunda associação, onde os ambulantes dissidentes da Ava poderão obter um CNPJ, para tocar a obra. Uma nova reunião deve ocorrer nos próximos dias.

Instalação da energia elétrica para os ambulantes foi suspensa até que grupos entrem em acordo | Foto: Jonathas Costa / OA
Instalação da energia elétrica para os ambulantes foi suspensa até que grupos entrem em acordo | Foto: Jonathas Costa / OA

Fonte: O Alvoradense