Vereadores falaram sobre a decisão em Brasília / Foto: Arquivo / Divulgação / CMA / OA

Dilma Rousseff (PT) foi afastada da Presidência da República na quinta-feira (12), após a maioria dos senadores votarem favoráveis à abertura do processo de impeachment.

Se os votos para a abertura do processo dependessem dos vereadores de Alvorada, contudo, a petista não seria afastada do cargo. Em levantamento exclusivo do jornal O Alvoradense, oito dos 17 vereadores se posicionaram contra o impedimento de Dilma. Sete são favoráveis e dois se abstiveram.

Confira a opinião de cada um deles abaixo:

  • Appolo (PMDB) – “Sou contra o impeachment pela forma como está sendo conduzido. Há outras formas de penalizar um mau gestor.”
  • Gerson Luis (PTB) – “Não sou favorável ao impeachment por entender se tratar de uma briga política que tem reflexos em todo o Brasil. O argumento utilizado não é o melhor contra o que, realmente, foi feito pela Presidência da República.”
  • Irmã Sara (PMDB) – “Sou a favor do impeachment e, em seguida, de uma nova eleição que ocorra rapidamente e dê posse a um político realmente comprometido com o Brasil.”
  • Jackson do Hospital (PMDB) – “Votaria de acordo com a orientação do meu partido.”
  • Juliano Marinho (PT) – “Com toda certeza eu votaria contra o pedido de impeachment, pois não há crime de responsabilidade.”
  • Julio Bala (PMDB)– “Sou favorável a uma nova eleição. Todos devem sair para que aconteça justiça.”
  • Leandro Tur (PT) – “Sou contra o impeachment. Sobre o crime de Responsabilidade Fiscal que é a acusação principal, penso que não houve crime, porque na realidade foi um recurso de solicitar aos bancos públicos, empréstimos para cumprir com os compromissos assumidos com políticas sociais. Cabe ressaltar, que este recurso das “Pedaladas Fiscais” já foi usado por outros presidentes e nunca na história nenhum foi julgado por este procedimento.”
  • Marcus Thiago (PT) – “Eu votaria contra o impeachment da presidenta, pois não há caracterização de crime de responsabilidade na denúncia apresentada. A ilegitimidade desse impeachment é flagrante por várias razões, inclusive porque Temer praticou os mesmos atos denominados como ‘pedaladas fiscais’. Não há base jurídica para o afastamento de Dilma, pois não há configuração de crime de responsabilidade, nem na edição de decretos de suplementação orçamentária. Tanto Dilma quanto Temer, incluindo ex-presidentes e também governadores, praticam ou praticaram atos de gestão semelhantes. Os golpistas estão, portanto, ‘forçando a barra’ de forma cínica e hipócrita. Não existe no Brasil previsão de impeachment por mero conchavo parlamentar. O nome disso é golpe.”
  • Miro Eletricista (PRB) – “Seguindo a orientação da minha bancada, sou favorável ao impeachment. Mas acredito que todos os demais também devam sair, esse é o clamor da sociedade.”
  • Nadir Machado (PTB) – “Sou a favor do impeachment porque acredito que o Brasil deva recuperar seu crescimento econômico. Projetos assistencialistas devem ser revistos e incrementados com políticas de capacitação real crescimento e abertura de possibilidades para o povo brasileiro.”
  • Neto Girelli (PTB) – “Sou favorável devido à situação econômica que o país enfrenta. É grande o nível do desemprego e não há mais clima para que ela governe. Espero que o seu sucessor consiga baixar juros e retome o crescimento da economia, especialmente o emprego informal, que é o que mais movimenta a economia.”
  • Reginaldo Rocha (PSB) – “Manifesto respeito pela decisão da bancada dos deputados federais do PSB, que votaram pelo prosseguimento do processo de impeachment, porém, sou contrário, juntamente com um grande número de militantes do nosso Estado e também de todo o Brasil. Entre os motivos, está o fato de se formos aplicar este processo apenas para à presidente, não estaremos sendo justos, pois muitos prefeitos e governadores, às vezes por necessidade de poder manter serviços importantes para sua comunidade, acabam adotando práticas iguais ou até piores da julgada no momento. Outro fato é que não podemos adotar uma conduta de entregar para presidir um processo de afastamento de uma presidenta, um deputado que é réu de processo em tramitação no Supremo Tribunal Federal. Por fim, sou favorável aos movimentos sociais e a todas as manifestações da nossa população. Não podemos sonhar que um ministério elaborado e orquestrado com grande parte dos indicados sendo réus de processos ou investigados pela justiça, trará credibilidade para que o nosso Brasil possa superar a crise e voltar a crescer.” (Leia a íntegra da opinião do vereador aqui)
  • Schumacher (PT) – “É golpe. Na minha opinião, impedimento sem crime é golpe.”
  • Valter Slayfer (PDT) – “Há um conflito no PDT, pois o partido orientou que se votasse contra o impeachment, contudo aceito a decisão do meu deputado, Pompeo de Mattos, que se absteve. Acho que o momento é de uma nova eleição e não de retirada da presidente, para que assuma quem já está por lá.”
  • Vanio Presa (PMDB) – “Estão fazendo uma avaliação do governo através do impeachment, e isso está errado. Eu votaria contra esse artifício que estão usando e que está equivocado.”
  • Zezo (PDT) – “Sou a favor do impeachment porque o Brasil está abandonado. Mas também acredito que uma nova eleição seria positiva, porque não adianta só tirar a presidente e deixar os demais. Temos que tomar um novo rumo.”
  • Preto (PDT) – Não se pronunciou.

Fonte: O Alvoradense