Foto: Jonathas Costa / Arquivo / OA

Uma das categorias profissionais que mais é atingida pela pandemia do coronavírus é a da saúde. Em Alvorada, chegamos a 101 casos confirmados, sendo 17 ainda em acompanhamento.

Isto representa 7,53% do total de infectados na cidade, mas este número pode ser ainda maior, pois no sistema de informação da Secretaria Estadual de Saúde, há 247 pacientes sem indicação de profissão.

Outra triste coincidência é a morte por Covid-19 de dois técnicos de enfermagem, funcionários do Hospital Conceição e moradores de Alvorada.

Sindicato

Frente a estes dados e preocupados com o bem-estar dos servidores municipais e, consequentemente, da população, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada / SIMA, contratou um engenheiro do Trabalho para elaborar um laudo da pandemia em todos os setores da Prefeitura. Uma espécie de contra laudo à Prefeitura.

Já na segunda-feira (27) foram visitadas 12 Unidades Básicas de Saúde. “A situação é de calamidade total. Há poucas em que não há casos e outras tantas em que a contaminação chega a 100%”, denuncia o presidente Rodinei Rosseto. Ele segue enumerando irregularidades como a falta de protocolo, agilização nos testes dos servidores e até mesmo na higienização das unidades de saúde.

“É uma situação danosa. A administração está negligenciando, não só a saúde do trabalhador, como também da sociedade alvoradense, pois não possui um protocolo adequado de ação”, avalia.

Outra questão levantada pelo Sindicato é referente aos Agentes Comunitários de Saúde, que reclamam não ser tratados como os profissionais da saúde. Conforme relatos, eles não recebem as máscaras descartáveis enviadas aos postos, conforme orientação da Secretaria Estadual de Saúde, “porque só fazem visitas e não atendimentos”.

Rosseto diz, ainda, que as equipes de limpeza não receberam treinamento e que a única desinfecção das UBSs acontece nos sábados, mas não inclui a limpeza de vidros, forros e paredes. “Só um faz de conta”, condena.

Por fim ele lamenta não poder contar com o apoio dos vereadores, que tem a função de fiscalizar, mas nada fazem em favor dos servidores.

“Estamos todos, sindicalistas e servidores, sofrendo”. Como exemplo, cita o aumento de insalubridade de 40%, que foi votado e aprovado na Câmara, mas teve o prazo de aplicação vencido, sem retorno por parte dos vereadores, que deveriam cobrar a sua aplicação.