Promotor Alcindo Bastos da Silva Filho apresentou o litro de leite fraudado comprado na Capital | Foto: Marjuliê Martini/MPRS/OA
Promotor Alcindo Bastos da Silva Filho apresentou o litro de leite fraudado comprado na Capital | Foto: Marjuliê Martini/MPRS/OA

Um litro de leite UHT com data de produção de 13 de fevereiro da marca Parmalat, industrializado em Guaratinguetá (SP), foi entregue por um morador de Porto Alegre à Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor nesta terça-feira (18).

O produto, acompanhado da respectiva nota fiscal, foi comprado em uma rede de supermercados da Capital.

A informação contraria os dados adiantados pela empresa LBR, responsável pela marca, de que o leite UHT fraudado teria sido vendido apenas em São Paulo e Paraná. Em contato com o SAC da empresa, o consumidor teve a informação, por meio de uma atendente do call center, de que o lote era um dos contaminados.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (19), o Promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho alertou os gaúchos para que não consumam o leite UHT das marcas Líder e Parmalat que foram industrializados nos dias 13 e 14 de fevereiro em Guaratinguetá (SP). Segundo o promotor, a empresa não informou quais lotes tiveram origem no leite cru que saiu do entreposto Rei do Sul, em Condor – no Rio Grande do Sul –, onde 12 amostras tiveram comprovada presença de formol.

“Estamos no escuro devido à inércia da empresa, que foi instada pelo Ministério da Agricultura há 20 dias para fazer recall e não prestou as informações de quais lotes não devem ser consumidos”, disse Alcindo Luz Bastos da Silva Filho.

Segundo ele, caso a LBR não comprove quais providências estão sendo tomadas, bem como informe quais são os lotes a serem retirados, medidas judiciais não estão descartadas para que todo o leite UHT das marcas pertencentes à empresa seja retirado do mercado, independente da data de produção.

Fonte: O Alvoradense