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MPRS recebe famílias de vítimas e recorrerá contra soltura de acusada em caso de escola de Alvorada

Foto: MPRS

Familiares de crianças vítimas de agressões físicas e psicológicas em uma escola de educação infantil de Alvorada foram recebidos nesta segunda-feira (3) pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Central de Atendimento às Vítimas. O encontro ocorreu no Espaço Bem-me-quer, na sede institucional do órgão, em Porto Alegre.

O grupo, formado por mães e um pai de alunos, procurou o Ministério Público após a revogação da prisão preventiva de uma das rés, decisão proferida na última quinta-feira (30). Durante a reunião, os familiares foram informados de que o MPRS se manifestou contrário à decisão judicial e irá apresentar recurso para tentar reverter a medida.

A reunião foi conduzida pela coordenadora da Central de Atendimento às Vítimas, Carla Frós, e pela promotora de Justiça Karen Mallmann, da Promotoria Criminal de Alvorada. As representantes reafirmaram o compromisso da instituição com o acolhimento das famílias e colocaram a equipe à disposição para prestar informações e acompanhar o andamento do processo. O assistente de acusação Leonardo Gomes Menezes também participou do encontro.

Investigação

As duas mulheres investigadas foram presas em 3 de março deste ano. Atualmente, uma delas cumpre prisão domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica.

Em 30 de março, o Ministério Público denunciou as duas pelos crimes de tortura contra 34 crianças, praticados de forma reiterada durante mais de um ano. Conforme a denúncia, as vítimas teriam sido submetidas a agressões físicas e psicológicas como forma de castigo, recebido medicamentos de efeito sedativo de maneira irregular e vivido situações de grave negligência relacionadas à alimentação e à higiene. Também há denúncia por ameaça contra um familiar de uma das crianças.

Segundo o MPRS, uma das denunciadas atuava como professora de educação infantil e a outra era proprietária e gestora da escola. Ambas teriam se aproveitado da relação de guarda, cuidado e autoridade para submeter as crianças a intenso sofrimento físico e psicológico.

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