Evento busca garantir ás mulheres a oportunidade de buscar emprego também na área da construção civil | Foto: Luana Mesa / SPM / Divulgação / OA
Evento busca garantir ás mulheres a oportunidade de buscar emprego também na área da construção civil | Foto: Luana Mesa / SPM / Divulgação / OA

A segunda edição da oficina Cimento e Batom aconteceu neste sábado (24), no bairro Cristal, zona Sul de Porto Alegre. Cerca de 50 mulheres receberam dicas e orientações sobre reparos hidráulicos. A formação é uma promoção da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Casa Civil, por meio do programa RS Mais Igual, Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT), através do Pacto Gaúcho pela Educação, ONG Mulher em Construção e a empresa Tigre.

Voltada para mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade social e que são beneficiárias do Bolsa Família, a oficina possibilitou às participantes o contato com a área da construção civil. A atividade permitiu que as alunas compreendam na prática que podem também ampliar a qualificação profissional escolhendo um dos segmentos da área como profissão.

Para a titular da SPM, Ariane Leitão, oferecer a possibilidade das mulheres ingressarem numa área ainda dominada pelos homens, como a construção civil, é mostrar que o Governo do Estado está atendendo as gaúchas não apenas da perspectiva do enfrentamento à violência. “Aliado a isso, precisamos de uma mudança cultural que começa por uma formação vinculada à questão de educação, pela garantia de acesso dessas mulheres ao mundo do conhecimento e, consequentemente, sua inclusão no mundo do trabalho. Assim, teremos cada vez mais mulheres livres, emancipadas, chefes de família, capazes de enfrentar e reverter a situação de vulnerabilidade social”.

Qualificação
O secretário adjunto da Casa Civil, Flávio Helmann, também acompanhou a capacitação e destacou que o grupo serve de exemplo para toda a sociedade. “Hoje, nesta oficina, vocês vão aprender um pouco mais para poder consertar as coisas em casa, ajudar um vizinho e quem sabe até começar a ganhar um dinheiro”, destacou.

Aos 69 anos, a professora aposentada Dorli Janjar disse que a oficina serviu para aprender a resolver pequenos problemas que acontecem no dia a dia. “Anotei todas as informações. Vou passar para uma amiga que não pode vir hoje. Além disso, quero fazer o curso de revestimento cerâmico. Assim, não vou mais precisar pagar quando tiver que fazer qualquer reparo em casa e, quem sabe, até lucrar alguma coisa”.

Todas as participantes receberam certificado e realizaram a pré-inscrição para cursos do Pronatec que envolvem diversas modalidades, inclusive da construção civil como instalação e reparos de linhas de telecomunicação, aplicação de revestimento cerâmico, marcenaria e carpintaria de obras.

Fonte: O Alvoradense