Cerca de cinco mil pessoas participaram da procissão no domingo | Foto: Pascom/Divulgação/OA
Cerca de cinco mil pessoas participaram da procissão no domingo | Foto: Pascom/Divulgação/OA

A tradicional procissão de São Cristóvão em Alvorada foi marcada por um fato inusitado, inédito e polêmico na manhã do domingo (28).

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Um policial do 24º Batalhão da Polícia Militar multou um motorista de caminhão que participava do cortejo por andar de um lado para o outro na pista e por levara crianças dentro da cabine do veículo.

O evento é promovido todos os anos pela Paróquia Santo Antônio para celebrar o dia de São Cristóvão, o padroeiro dos motoristas.

De acordo com Pastoral da Comunicação da Igreja Católica (Pascom), aproximadamente cinco mil pessoas levaram carros, caminhões, motos, bicicletas e cavalos para a avenida Presidente Getúlio Vargas no domingo.

A concentração começou ainda pela madrugada. Por volta das 5h já havia motoristas enfeitando os veículos no Distrito Industrial, de onde a procissão partiu em direção ao bairro Passo do Feijó, altura da parada 43 da Getúlio Vargas.

A avenida foi tomada de ponta a ponta. Enquanto os primeiros carros já faziam o retorno na 43, a fila de veículos ainda estava no Distrito Industrial. Os padres Libanor e Nilo e o diácono Antonio concederam a benção aos participantes da procissão na altura da parada 52.

Mas foi no bairro Bela Vista, próximo a parada 46, que o fato inesperado aconteceu. Tradicionalmente durante a procissão os motoristas dos caminhões fazem “zigue-zague” na pista. A atitude, no entanto, foi encarada como uma infração de trânsito por um dos policiais que acompanham o cortejo.

Segundo informações apuradas pel’O Alvoradense, apenas um motorista foi multado. Seu veículo recebeu três notificações. No entanto, a informação entre os caminhoneiros durante o cortejo era de que 14 veículos teriam sido autuados, o que gerou indignação entre os participantes.

Em protesto os demais motoristas chegaram a bloquear a avenida Presidente Getúlio Vargas. Em entrevista ao Olhar TV, o caminhoneiro Adelar Gamargo se mostrou indignado: “Se continuar a multa, ano que vem não vai haver procissão”, garantiu.

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Fonte: O Alvoradense