Os dois indiciados pela morte de Wagner Lovato estão em liberdade provisória

Investigação da Policia Civil indicou que serão julgados por lesão corporal seguida de morte

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Os dois homens que foram indiciados pela Polícia Civil por lesão corporal seguida de morte, que vitimou Wagner de Oliveira Lovato, de 40 anos, foram postos em liberdade provisória no final da última semana.

Após o anúncio do resultado da investigação, os advogados de defesa pediram a revogação da prisão, e o Ministério Público deu parecer favorável, mediante condições. Segundo o Tribunal de Justiça, o pedido foi atendido, “considerando a ausência de indicativo nos autos de que a liberdade dos investigados afetará a ordem pública”, e que os investigados são primários.

No final da tarde de 02 de outubro, Wagner foi agredido em frente a um açougue, onde ele teria reclamado do preço da carne. Socorrido, foi levado a hospital de Porto Alegre, onde faleceu no dia seguinte (03). Os dois acusados estavam presos desde o dia do crime.

O Ministério Público ainda analisa o caso, para então se manifestar sobre o inquérito policial.

De acordo com a Polícia Civil, a causa da morte de Wagner de Oliveira Lovato foi traumatismo cranioencefálico em razão da batida da cabeça da vítima no chão. A vítima deixou esposa e três filhos, entre os quais um bebê.

A pena prevista para o crime de lesão corporal seguida de morte é de quatro a 12 anos de prisão.

Relembre o caso

Conforme testemunhas e o que foi registrado por câmeras de segurança, as agressões iniciaram após Wagner reclamar do preço da carne no estabelecimento. A vítima foi ao açougue após encerrar o dia de trabalho, vendendo salgados. No local, fez comentários e saiu sem comprar nada.

No lado de fora, após uma breve conversa, ele foi agredido por um homem que acompanhava o gerente do açougue, que estava de folga.

O delegado Edimar de Souza, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, responsável pela investigação, afirma que o estabelecimento não será investigado, por não ter relação com o crime. Ainda segundo a Polícia Civil, os acusados não possuíam antecedentes criminais.