Crime ocorreu na avenida Piratini por volta das 7h do dia 1º de junho | Foto: Jonathas Costa/OA

O taxista Luis Antônio Oliver, de 40 anos, morto domingo, dia 1º, no bairro Piratini, foi vítima de um adolescente de 17 anos, conforme concluiu a investigação da Polícia Civil. Uma jovem de 15 ingressou antes no carro, levando o motorista até o local o crime. As câmeras de segurança haviam flagrado o momento em que a menina ingressou no táxi. Por meio de testemunhas, o delegado Mauricio Barcellos identificou os envolvidos.

“O crime já está solucionado. Já temos prova material e provas pessoais e demos o caso por encerrado, só vamos aguardar para tentar efetuar a apreensão dos adolescentes”, garantiu.

Na casa do jovem, a Polícia Civil encontrou uma calça suja de sangue, que possivelmente foi utilizada no dia do crime. Além disso, a faca usada foi a única não encontrada no faqueiro da residência. O delegado trata o crime como latrocínio, pois uma quantia em dinheiro foi levada do taxista.

Maurício Barcellos pediu à Justiça a internação da dupla na quarta-feira, o que foi acolhido no dia seguinte. Os dois, contudo, ainda permanecem soltos.

Luis recebeu mais de 20 facadas
Segundo colegas da vítima, uma jovem foi até o ponto de táxi, localizado na parada 52 da avenida Presidente Getúlio Vargas, e solicitou uma corrida. Cerca de 15 minutos depois de deixar o ponto, um motorista avisou aos taxistas que haviam ficado no local de que havia um crime envolvendo um táxi no bairro Piratini. Ao chegarem na cena do crime, o grupo confirmou que se tratava de Luis. “Não da para acreditar, foram menos de 20 minutos entre ele sair daqui e descobrirmos a sua morte”, disse Gilberto, colega da vítima.

Luis Antônio foi encontrado dentro do veículo, que estava sob a calçada e com as portas abertas. O corpo do motorista tinha 20 marcas de facadas na região do tórax e braços. O celular e uma quantia em dinheiro não revelada foi levado. Luis Antônio Oliver tinha 40 anos e deixou mulher e dois filhos, de 16 e 19 anos.

Categoria cobra mais segurança
Centenas de pessoas acompanharam o enterro do taxista Luis na segunda-feira, dia 2, no Cemitério São Jeronimo, bairro Formosa. O sepultamento foi marcado por muita comoção e pedidos de mais segurança para a categoria.

Após o enterro, colegas e parentes de Luis Antônio saíram em carreata em protesto. Mais de quarenta veículos percorreram a avenida Presidente Getúlio Vargas, das paradas 56 até à 43, na entrada da cidade. Em frente à prefeitura foi realizado um buzinaço. O ato durou mais de duas horas e chegou a bloquear por completo o trânsito em toda a região central da cidade. Vários veículos foram utilizados para fechar os acessos ao Centro e o congestionamento afetou as linhas de ônibus ao longo do dia.

Reunião na prefeitura
Após a carreata, uma comissão formada por representantes da categoria, os filhos de Luis e sua esposa foram recebidos na prefeitura pelo prefeito Professor Serginho e o Major do 24º BPM Marcelo Couto. Entre as reivindicações dos motoristas está a realização de blitz pela Brigada Militar em outras regiões da cidade, além do Centro, com abordagem dos passageiros. Segundo os taxistas, quando são parados pela polícia, apenas os motoristas são revistados.

Entre os acordos firmados está a ampliação do diálogo entre a categoria e a Brigada Militar de Alvorada. A categoria também pediu apoio à prefeitura para lançar uma campanha para que os carros utilizados pelos taxistas saiam de fábricas já equipados com cabines. “Não é 100% de segurança, mas já é 90%”, afirmou o representante do grupo

Fonte: O Alvoradense