Reunião durou mais de duras horas após um dia tenso, de ocupação e protesto | Foto: Jonathas Costa / OA

Em reunião de quase duas horas, ocorrida no fim da tarde desta quarta-feira (6) no Salão Nobre da prefeitura, servidores municipais e governo debateram o pagamento do salário da categoria do mês de dezembro, bem como as férias e os vales transporte e refeição, que ainda estão em atraso.

Apesar da resistência em apresentar medida alternativa ao calendário de pagamento que previa duas parcelas, o governo acabou cedendo e viabilizou o depósito, até sexta-feira (8), de R$ 500 para os servidores que ainda não receberam o salário referente ao mês de dezembro.

Também ficou determinado que conforme os recursos forem ingressando nos cofres da Prefeitura, poderão ser feitos novos depósitos. A medida, contudo, não altera o calendário apresentado pela prefeitura na tarde da segunda-feira (4).

O sindicato também conseguiu a aprovação, por parte do governo, o abono de eventuais faltas ao trabalho dos servidores que não tenham recebimento qualquer recurso referente a remuneração do mês de dezembro. Para ser abonada, a falta deverá ser justificada por escrito.

Segundo a prefeitura, pouco mais de 300 servidores estão sem receber. Parte deles por uma falha no banco – o que deve estar corrigido nesta quinta-feira – e o restante porque não aderiram ao empréstimo. Esta parcela de servidores representa 10% da folha de pagamento.

Oo calendário apresentado ontem à categoria prevê pagamento do salário em duas parcelas (dias 15 e 29). As férias em atraso serão depositadas no dia 11.

Não houve, contudo, garantias para o pagamento do salário do mês de janeiro, até então descartado pelo governo como um problema. “Temos que acompanhar as receitas. Não tenho como dizer agora, mas vamos trabalhar intensamente em cima disso”, explicou Ramiro Passos, secretário de Administração.

A reunião chegou a ser interrompida após o desabafo emocionado de uma agente de saúde.

O governo também garantiu que não cortará o ponto dos servidores que participaram das manifestações ao longo desta quara-feira.

Rodinei Rosseto, presidente do Sima, sugeriu que a prefeitura adotasse meio turno, como forma de economia aos cofres. “É o único gesto digno que vocês podem fazer para os trabalhadores”, ao garantir que para o servidor seria mais digno ficar em casa do que não prestar o atendimento ao público por falta de condições de trabalho. Não houve acordo.

Fonte: O Alvoradense