Servidora permaneceu calada com o cartaz em mãos | Foto: Mariú Delanhese / O Alvoradense

O presidente da Câmara de Vereadores de Alvorada, Gerson Luís, deu voz de prisão a uma servidora que fazia uma protesto na galeria do Plenário e acionou a Brigada Militar (BM) durante sessão na noite desta terça-feira (24).

Daniela Antunes estava sentada na galeria com um cartaz de protesto contra a fala do presidente da Casa na sessão anterior de que apenas manifestações silenciosas são permitidas na Câmara. Em protesto, membros do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sima) participaram da sessão de hoje com máscaras na boca em alusão a uma “mordaça” imposta pelo Legislativo.

O motivo do atrito entre o Sima e os vereadores é o projeto de lei de iniciativa popular proposto pelo sindicato para reduzir os salários do prefeito, vice, secretários e vereadores.

Logo no início da sessão Gerson Luís advertiu a servidora que aquele tipo de protesto era proibido pelo regimento da Casa, mesmo sendo silencioso. O advogado do sindicato negou a afirmação e depois de deixar o Plenário a servidora retornou e permaneceu sentada nas cadeiras.

Como não deixou o local, a BM acabou acionada pelo presidente, que deu voz de prisão à mulher e suspendeu a sessão. A servidora foi encaminhada para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) onde prestou depoimento acompanhada do presidente do sindicato, Rodinei Rosseto, e o advogado do Sima.

O delegado, após ouvir as partes, declarou não ter verificado no cartaz da servidora mensagem que ferisse o regimento da Câmara de Vereadores e liberou a servidora após registro de Boletim de Ocorrência.

Fonte: Mariú Delanhese